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Política
NOTÍCIA

PGR arquiva apuração sobre a família Bolsonaro em caso que que envolve remoção de contas no Facebook

Segundo a PGR, o material produzido pelo Facebook foi juntado ao inquérito que apura ataques ao STF e a disseminação de notícias falsas, por parte da família Bolsonaro

Ismia Kariny
12:38 | 29/09/2020
 A representação contra o presidente Jair Bolsonaro e os filhos, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi realizada pela deputada federal perpétua Almeida. (Foto: Divulgação)
A representação contra o presidente Jair Bolsonaro e os filhos, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi realizada pela deputada federal perpétua Almeida. (Foto: Divulgação)

A Procuradoria-Geral da República (PGR) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última segunda-feira, 28, que a apuração preliminar relacionada a família Bolsonaro, em caso que envolve remoção de contas no Facebook, foi arquivada. A representação contra o presidente Jair Bolsonaro e os filhos, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), foi realizada pela deputada federal Perpétua Almeida. As informações são do portal de notícias G1.

O caso contra a família Bolsonaro envolve as investigações do Facebook que resultaram na remoção de contas ligadas ao partido PSL e a gabinetes da família Bolsonaro nas redes sociais. A empresa retirou do ar 35 contas, 14 páginas, um grupo no Facebook e 38 contas no Instagram por envolvimento em criação de perfis falsos e “comportamento inautêntico”. Ou seja, quando páginas e pessoas atuam para enganar usuários sobre quem são e o que fazem.

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Segundo a PGR, no dia 9 de julho, o material produzido pelo Facebook foi adicionado ao inquérito que apura ataques ao STF e a disseminação de notícias falsas. O pedido foi feito pela deputada Perpétua Almeida, que afirmou haver fortes indícios da prática de ações delitivas por parte da família Bolsonaro e aliados, em crimes como calúnia, difamação, injúria e ameaça contra o STF e seus ministros. “Além de agressões e ameaças contra o Poder Legislativo da União e os presidentes da Câmara [Rodrigo Maia] e do Senado [Davi Alcolumbre]”.

Segundo o parecer do vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, não há elementos que justifiquem o início formal de uma investigação contra Bolsonaro e seus filhos por estes fatos. Dessa forma, a instauração do procedimento foi inviabilizada. “Destaque-se que nem mesmo o Facebook adotou qualquer medida em face deles, como seria o caso, por exemplo, da retirada das respectivas contas oficiais. E isso se deu, naturalmente, por inexistirem quaisquer elementos que vinculem-nos minimamente às acusações formalizadas por meio desta notícia-crime”, escreveu.