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Política
NOTÍCIA

Buscando evitar novos crimes, Senado aprova criação do "Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Estupro"

Cadastro será obrigatório e conterá informações de rastreamento e identificação dos já condenados pelo crime de estupro. Medida prevê um banco de dados nacional com cooperação entre União, estados e municípios

23:08 | 09/09/2020
Senado aprovou nesta quarta-feira, 9, a criação do Pessoas Condenadas por Crime de Estupro como forma de reunir dados de identificação e rastreio de condenados com objetivo de evitar novos delitos.  (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)
Senado aprovou nesta quarta-feira, 9, a criação do Pessoas Condenadas por Crime de Estupro como forma de reunir dados de identificação e rastreio de condenados com objetivo de evitar novos delitos. (Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil)

O Senado aprovou nesta quarta-feira, 9, um projeto de lei (PL) que cria um Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Crime de Estupro. Esse cadastro sairá de uma cooperação entre União, estados e municípios. A formatação dessa cooperação dirá a forma de atualização e formatação das informações. Os recursos para o desenvolvimento e a manutenção do cadastro virão do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). A matéria segue para sanção presidencial de Jair Bolsonaro (Sem Partido).

 

De acordo com a proposta, o cadastro deverá conter obrigatoriamente as seguintes informações sobre condenados por estupro: características físicas, impressões digitais, perfil genético (DNA), fotos e endereço residencial. Em caso de condenado em liberdade condicional, o cadastro deverá conter também os endereços residenciais dos últimos três anos e as profissões exercidas nesse período.

 

“Só em 2018, foram registrados 66.041 estupros no país – uma média de 180 por dia. Os números do último Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelam outro dado estarrecedor, mais da metade das vítimas – 53,8% - têm menos de 13 anos”, disse o relator do projeto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), em seu parecer.

 

Segundo o relator, a proposta visa não apenas intimidar a atuação do estuprador, mas acelerar o processo de prisão e condenação dele. “Pode-se dizer, portanto, que a proposição em exame, a um só tempo, contribuirá para a redução do número de novos casos e para a punição mais ágil de estupradores contumazes”.

 

* Com informações da Agência Senado