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Política
NOTÍCIA

ONU: atividades nucleares da Coreia do Norte provocam grave preocupação

Durante o período transcorrido desde o relatório anterior, de agosto de 2019, a AIEA observou "sinais compatíveis com a produção de urânio enriquecido"

07:32 | 02/09/2020
Homem assiste a um noticiário de televisão mostrando imagens de arquivo de um teste de míssil norte-coreano, em uma estação ferroviária em Seul em 14 de abril de 2020 (Foto: AFP)
Homem assiste a um noticiário de televisão mostrando imagens de arquivo de um teste de míssil norte-coreano, em uma estação ferroviária em Seul em 14 de abril de 2020 (Foto: AFP)

A Coreia do Norte segue operando algumas instalações nucleares e suas atividades continuam sendo "motivo de grave preocupação", afirmou Agência Internacional Energia Atômica (AIEA) da ONU.

 

"A continuidade do programa nuclear da RPDC (República Popular Democrática da Coreia) é uma clara violação de resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU e é profundamente lamentável", afirma a AIEA em um relatório anual a seus membros transmitido à imprensa nesta quarta-feira, 2.

 

Durante o período transcorrido desde o relatório anterior, de agosto de 2019, a AIEA observou "sinais compatíveis com a produção de urânio enriquecido" na área nuclear de Yongbyon.

 

A agência com sede em Viena recorda no documento que não teve acesso ao sítio de Yongbyon ou a outros locais na Coreia do Norte. A análise tem como base "as informações disponíveis", com dados públicos e imagens feitas por satélites.

 

Na terça-feira, o governo dos Estados Unidos fez uma advertência formal sobre as atividades balísticas da Coreia do Norte, que prosseguem e continuam representando uma "ameaça significativa para a estabilidade regional e mundial".

 

Em uma "advertência" conjunta, os Departamentos de Estado, do Tesouro e do Comércio dos Estados Unidos detalharam os esforços do país comunista para adquirir material que poderia ser utilizado na fabricação de mísseis.

 

Após os primeiros testes de mísseis intercontinentais em 2017, Pyongyang "continuou durante o ano passado com o lançamento de mísseis balísticos, violando uma série de resoluções do Conselho de Segurança da ONU", afirmou a diplomacia americana.