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Política
NOTÍCIA

Wassef diz que vai provar ameaça a Fabrício Queiroz: "Vou explodir todo mundo"

O ex-advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) pretende conceder em breve uma entrevista à TV sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega

16:38 | 05/07/2020
Frederick Wassef é advogado do presidente da República, Jair Bolsonaro (Foto: AFP)
Frederick Wassef é advogado do presidente da República, Jair Bolsonaro (Foto: AFP)

Interlocutores que conversaram com Frederick Wassef nos últimos dias têm a certeza de que ele não vai submergir, apesar de vários conselhos dados neste sentido. O ex-advogado do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) afirma ter provas de um plano para matar Fabrício Queiroz e colocar a culpa na família Bolsonaro, envolvendo os mesmos responsáveis pela morte do miliciano Adriano da Nóbrega. As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

"Vou explodir todo mundo em rede nacional ao vivo. Poderosos políticos do Rio mandaram assassinar o Adriano. Tenho provas. Os mesmos caras que executaram o Adriano iriam executar o Fabrício Queiroz", teria dito Wassef.

Queiroz foi preso em 18 de junho no escritório de Wassef, em Atibaia, interior de São Paulo. Ele era assessor de Flávio Bolsonaro e tem longa história de amizade com a família do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em entrevista à revista Veja, publicada no mês passado, Wassef disse que tinha informações sobre um possível atentado contra Queiroz - e que a família Bolsonaro seria responsabilizada pelo crime. O advogado declarou ainda que considera ter salvo a vida do ex-assessor de Flávio. 

"Eu tinha a minha mais absoluta convicção de que ele seria executado no Rio de Janeiro. Além de terem chegado a mim essas informações, eu tive certeza absoluta de que quem estivesse por trás desse homicídio, dessa execução, iria colocar isso na conta da família Bolsonaro", disse na ocasião.

Adriano da Nóbrega, a quem Wassef se refere, é o ex-capitão do Bope, apontado como chefe de um grupo criminoso formado por matadores de aluguel, o "Escritório do Crime". 

Ele foi morto em fevereiro na Bahia durante troca de tiros com a Polícia. Nóbrega também era suspeito de se beneficiar financeiramente do esquema de repasses ilegais no gabinete de Flávio, então deputado estadual, no esquema chamado de "Rachadinha".

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Relação com Bolsonaro

Ainda conforme O Globo, o advogado sustenta que defende Jair Bolsonaro. "Tenho seis procurações assinadas, tudo o que fiz foi autorizado por ele. Sou advogado do presidente, sim".

Nestas conversas, Wassef revela também que falou com Bolsonaro no dia da prisão de Queiroz. Faz questão de elogiá-lo e de mostrar que sua proximidade com o presidente não sofreu abalos: "Não preciso mandar recado. Se eu quiser, ligo agora no celular e ele me atende".

Afirma ainda guardar provas dessa estreita relação: "Não dá pra negar uma história que está registrada com tantas fotos e filmes. Fora aqueles que eu tenho comigo e que ninguém nem sonha e nem imagina. Está tudo guardado a sete chaves e mesmo se a bandidagem do Rio quiser fazer busca e apreensão não vai encontrar nada".