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Política
NOTÍCIA

Novo ministro das Comunicações do Governo Bolsonaro afirma querer "pacificar" o País

Fábio Faria, genro do magnata Silvio Santos, assumiu a pasta nesta quarta-feira, 17

16:25 | 17/06/2020
O deputado foi nomeado por Bolsonaro na última semana (Foto:  Câmara dos Deputados)
O deputado foi nomeado por Bolsonaro na última semana (Foto: Câmara dos Deputados)

O deputado brasileiro Fábio Faria, genro do magnata Silvio Santos, assumiu nesta quarta-feira, 17, o ministério das Comunicações, uma pasta estratégica criada pelo presidente Jair Bolsonaro durante a crise na saúde e institucional que passa o Brasil.

Faria, de 42 anos, pediu um "armistício patriótico" para enfrentar a pandemia do novo coronavírus, que já causou mais de 45.000 mortes no país, e na última terça chegou ao recorde diário com 35.000 casos registrados nas últimas 24 horas.

É preciso que "deixemos as nossas diferenças político-ideológicas de lado para enfrentarmos esse inimigo invisível comum que, lamentavelmente, tem tirado a vida de milhares de pessoas e gerado danos incalculáveis à economia. É hora de pacificar o país", afirmou Faria durante a cerimônia de posse no Palácio do Planalto, sede da presidência em Brasília.

Além das personalidades políticas e midiáticas, participaram da cerimônia os jogadores de futebol Felipe Melo (Palmeiras) e Alexandre Pato (São Paulo), ambos apoiadores de Bolsonaro.

O presidente do STF, Antonio Dias Toffoli, e o da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, também estiveram presentes, apesar das recentes divergências com o líder do Executivo.

Nas últimas semanas, o STF autorizou a investigação de empresários, deputados e figuras públicas aliadas ao presidente por suspeitas de que teriam promovido atos antidemocráticos e ataques ao supremo.

Bolsonaro, que criticou as investigações, afirmou ao empossar o novo ministro: "não são as instituições que falam o que o povo deve fazer", mas sim o contrário, segundo o presidente.

Com o intuito de melhorar a comunicação oficial do país, Faria foi convidado para intermediar as relações com o Congresso. Ele é considerado próximo a Rodrigo Maia e pertence ao PSD, partido do "Centrão", o grande grupo de deputados centristas e conservadores do qual Bolsonaro tenta se aproximar para reconstituir sua base de apoio no Congresso, a fim de impedir um possível processo de impeachment.