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Política
NOTÍCIA

Gilmar Mendes diz que invasão de hospitais estimulada por Bolsonaro é crime

"É vergonhoso - para não dizer ridículo - que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública", escreveu ministro do STF no twitter

15:05 | 14/06/2020
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que estimular a invasão e invadir hospitais é crime. Na quinta-feira, 11, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse durante live que a população deveria filmar leitos vazios em hospitais públicos e afirmou que há "ganho político" com as mortes que ocorreram durante a pandemia. 

No Twitter, Mendes criticou ação de Bolsonaro: "É vergonhoso - para não dizer ridículo - que agentes públicos se prestem a alimentar teorias da conspiração, colocando em risco a saúde pública", escreveu.


O governo Bolsonaro tem relações desgastadas com o STF e enfrentou embates com membros da corte. Em decisão liminar - provisória - o vice-presidente do STF, Luiz Fux, considerou que o presidente da República tem "poder limitado" como chefe das Forças Armadas. As informações são do UOL.

Pelo STF correm inquéritos contra Abraham Weintraub (Educação) e fake news, além de processos eleitorais que miram a chapa de Bolsonaro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Durante a live do dia 11, Bolsonaro reforçou a ideia de que a pandemia de Covid-19, que já matou mais de 40 mil brasileiros, vem sendo tratada de forma exagerada pela mídia e pelos governos estaduais e municipais. Para ele, esses números não condizem com a verdade. “Caso em que a pessoa tinha uma série de problemas de saúde, entrou em óbitos. Até o momento, não tinha nenhum familiar que tinha contraído o vírus e aparece lá no óbito como Covid-19”, destacou.

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Após fala do presidente na live, os vereadores Márcio Martins, Reginauro Sousa e Julierme Sena, todos do Partido Republicano da Ordem Social (Pros), alinhados com Jair Bolsonaro, tentaram entrar no hospital de campanha do estádio Presidente Vargas, que recebe pacientes com o novo coronavírus em Fortaleza, para filmar leitos, mas foram impedidos. Caso aconteceu na sexta, 12.

De acordo com Márcio Martins, o grupo tem um mandado de segurança conseguido na Justiça que os permite circular pelo hospital. Prefeitura de Fortaleza afirma que eles não possuíam autorização. O parlamentar da oposição afirmou que a intenção era filmar o interior da unidade para mostrar a "ociosidade e subutilização de leitos".

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