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Política
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Manifestantes saúdam Weintraub na porta da PF; ministro depõe no inquérito sobre racismo

Investigação foi aberta a mando de Celso de Mello, do Supremo, por insinuações contra a China

15:16 | 04/06/2020
Ministro da Educação, Abraham Weintraub (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Ministro da Educação, Abraham Weintraub (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Ativistas pró-governo Bolsonaro aguardam o ministro da Educação, Abraham Weintraub, em frente à sede da Polícia Federal em Brasília, onde ele presta depoimento a partir das 15 horas desta quinta-feira, 4.


O ministro Celso de Mello, do Supremo, determinou abertura de inquérito contra ele por suposto crime de racismo. Compartilhando capa de revista em quadrinho, Weitraub insinuou que a didatura chinesa teria interesse em propagar o novo coronavírus. A versão não encontra respaldo na realidade.

Assim como o ministro, que usa a própria imagem no Twitter com uma mordaça, manifestantes reforçam a ideia de que ele é vítima de censura pelos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal. Em frente a sede da corporação, uma das faixas manifesta apoio a ele e ao responsável pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI), General Heleno, estampava "liberdade na internet".

O ministro já está na sede da corporação. Chegou rodeado de repórteres e sob gritos de apoio dos militantes bolsonaristas. "Weintraub tem razão", gritou uma das manifestantes. Os vídeos foram produzidos por Tecio Melo, um ativista simpático à gestão do presidente da República.

Weintraub é o mesmo que, na reunião ministerial do dia 22 de abril, bradou que detesta os termos "povos indígenas" e "povo cigano".

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