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Zuckerberg usa post de Bolsonaro como exemplo de que Facebook exclui informações falsas

Fundador e CEO do Facebook admitiu que a rede social não conseguiu impedir interferência política nas eleições dos Estados Unidos, em 2016, e que nova iniciativa é para evitar que a desinformação tenha papel político crucial

17:36 | 21/05/2020
Zuckerberg apontou que informações falsas devem ser excluídas, não importando quem as tenha postado. Bolsonaro falava sobre
Zuckerberg apontou que informações falsas devem ser excluídas, não importando quem as tenha postado. Bolsonaro falava sobre "cura" do coronavírus (Foto: MANDEL NGAN / AFP)

O americano Mark Zuckerberg disse que o Facebook estava removendo informações falsas sobre o coronavírus e deu o exemplo do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido), reconhecendo que a rede social não estava pronta para lutar contra interferências nas eleições presidenciais de 2016 nos Estados Unidos.


O Facebook retirou uma alegação de Bolsonaro de que os cientistas "mostraram" que havia uma cura para o coronavírus. "Isso obviamente não é verdade e é por isso que a removemos. Não importa quem diga isso", disse Zuckerberg em entrevista à rádio pública britânica BBC.


O Facebook removerá da plataforma todo o conteúdo que cause "dano imediato" a qualquer usuário, acrescentou Zuckerberg.


O CEO e fundador da rede social também reconheceu que estava "atrasado" na luta contra a desinformação durante a última campanha eleitoral nos Estados Unidos.

Prevenir a interferência eleitoral representa uma "corrida armamentista" contra países como Rússia, Irã ou China, disse. "Os países continuarão tentando interferir e veremos problemas como esse, mas aprendemos muito desde 2016 e tenho certeza de que podemos proteger a integridade das próximas eleições".


Em busca de reeleição, o presidente Donald Trump enfrentará o democrata Joe Biden em uma eleição planejada em 3 de novembro. O Facebook foi acusado de contribuir para a vitória do republicano contra Hillary Clinton há quatro anos devido à desinformação publicada online por governos estrangeiros.


Em comunicado ao Senado dos Estados Unidos em outubro de 2017, o Facebook admitiu que o conteúdo apoiado pela Rússia alcançou 126 milhões de americanos em sua plataforma durante e após a eleição presidencial de 2016.