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Política
NOTÍCIA

Bolsonaro: tudo pode ser divulgado, menos questão de política internacional

Expectativa é que o ministro Celso de Mello, do STF, decida até esta sexta-feira se divulgará íntegra da polêmica reunião ministerial do dia 22 de abril, a última com o então ministro Sergio Moro

21:17 | 21/05/2020
Segundo Bolsonaro, dois trechos podem causar embaraços na relação do Brasil com outros países, diante de críticas feitas de
Segundo Bolsonaro, dois trechos podem causar embaraços na relação do Brasil com outros países, diante de críticas feitas de "forma informal" (Foto: Isac Nobrega / PR)
Em transmissão online em sua página do Facebook, o presidente Jair Bolsonaro disse que optou por não destruir a gravação integral da reunião ministerial do dia 22 de abril, depois que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro citou a gravação como prova das acusações de interferência na Polícia Federal por parte do chefe do Executivo federal, no contexto do inquérito que está sob o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal.
No começo desta semana, Celso de Mello disse que decidiria até esta sexta-feira, 22, se divulgará ou não a gravação da reunião ministerial.
"Quando estava na iminência de destruir essa fita, veio o depoimento do ex-ministro Sergio Moro, falando que tinha prova na fita. Eu não destruí. Seguramos a fita, o ministro Celso de Mello pediu e em respeito a ele, à Constituição, ao seu legítimo direito de questionar, de julgar, entregamos", disse Bolsonaro, que aproveitou para apelar ao magistrado para que não seja divulgada a fita em sua versão integral, uma vez que determinados trechos da reunião trazem comentários que podem impactar as relações entre o Brasil e outras nações.
"Fizemos um pedido para que fosse divulgado só as partes que interessam ao inquérito. Tudo pode ser divulgado, menos duas passagens que falam de política internacional. Não revelem, é um constrangimento".
De acordo com Bolsonaro, há na fita falas e "brincadeiras" feitas na "informalidade" e com palavrões que podem gerar desgastes. "Não é o caso de tornar público isso daí. Grande parte da mídia vai me botar falando um palavrão e questionar se estou à altura do cargo que represento. Não é por aí, meu Deus do céu", argumentou o presidente da República.
O presidente também voltou a criticar a cobertura da imprensa. "Um maluco dá um depoimento, vira manchete em tudo quanto é jornal como se fosse a verdade absoluta", reclamou Bolsonaro, sem dizer exatamente a quem se referia.