PUBLICIDADE
Política
Noticia

"Diálogo não existe ali" , critica Maitê Proença sobre Regina Duarte

Artista tornou a cobrar posicionamento do Governo Federal e mencionou postura da ex-colega de trabalho, que encerrou entrevista após ser cobrada por Maitê

20:10 | 08/05/2020
Maitê Proença, que chegou a defender a escolha de Regina Duarte de integrar o Governo Bolsonaro, criticou a ex-colega
Maitê Proença, que chegou a defender a escolha de Regina Duarte de integrar o Governo Bolsonaro, criticou a ex-colega (Foto: Reprodução / Instagram)

A atriz Maitê Proença se manifestou via redes sociais acerca da entrevista concedida pela secretária especial da Cultura, Regina Duarte, à CNN Brasil nessa quinta-feira,7. Na ocasião, a titular se recusou a ouvir uma mensagem da global e alegou que apresentadores estariam “desenterrando defunto”. Em uma live divulgada na sua página do Instagram, nesta sexta-feira, 8, Maitê lamentou postura da ex-colega de trabalho e questionou a ausência de conversa por parte do Governo Bolsonaro.

“Diálogo não existe ali. É cala a boca pra lá, cala a boca pra cá…”, afirmou a atriz ao ser questionada sobre episódio durante participação em live, realizada para homenagear o cineasta Domingos de Oliveira. A atriz informou que gravou a mensagem para a secretária após insistência da CNN e garantiu que só desejava saber como o governo iria ajudar a classe artística, mas que Regina não quis escutar. Em janeiro, Maitê foi uma das representantes da classe artística a apoiar a escolha da agora secretária. 

“Ela presumiu que era uma coisa do passado e não era”, afirmou a atriz ao relembrar que a secretária havia a tratado como “defunto” durante entrevista. Maitê também alegou que defendeu a ex-colega de trabalho quando ela decidiu assumir a pasta da Cultura, e que, por isso, recebeu ataques de muitas pessoas nas redes sociais. Ainda assim, a global garantiu que Regina tem “o direito de pensar contrário”, e que respeitaria isso. “Se não respeitasse estaria me igualando a eles (governo)”, defendeu.

Maitê ainda reforçou o conteúdo da mensagem que havia enviado a Regina, afirmando que muitos artistas estão sobrevivendo de vaquinhas (por meio de financiamento virtual) devido à pandemia do novo coronavírus, e que a classe seria uma das últimas a retomar atividades, uma vez que é “difícil” evitar aglomerações em lugares como, por exemplo, teatros.

A atriz criticou o silêncio do governo quanto ao auxílio à classe e, assim como no vídeo gravado para a secretária, cobrou mensagens públicas sobre as mortes de nomes como Aldir Blanc, Flávio Migliaccio e Moraes Moreira, ocorridas recentemente. “A classe (artística) está perplexa com esse silêncio”, afirmou.

Durante entrevista a CNN, Regina ainda causou polêmica ao diminuir as mortes ocorridas durante período da Ditadura Militar (1964-1985). "Cara, desculpa, eu vou te falar uma coisa assim: a humanidade não para de morrer. Se você falar ‘vida’ do outro lado tem ‘morte’. Sempre houve tortura, (Joseph) Stalin, quantas mortes? (Adolf) Hitler, quantas mortes? Não quero arrastar um cemitério nas minhas costas", afirmou na ocasião.