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Política
NOTÍCIA

Bolsonaro manda repórteres calarem a boca, ataca a Folha de S.Paulo e nega interferência na PF

Presidente se recusou a responder perguntas da imprensa sobre troca de comando na Polícia Federal

11:25 | 05/05/2020
Presidente atacou a imprensa nesta terça-feira, 5
Presidente atacou a imprensa nesta terça-feira, 5 (Foto: Reprodução/Jornal do Commercio)

O presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) mandou repórteres calarem a boca ao ser questionado sobre as recentes mudanças na Polícia Federal. Bolsonaro ainda atacou a Folha de S.Paulo, chamando jornal de "canalha", "patife" e "mentiroso".

As informações são da Folha de S.Paulo.

Os insultos foram feito na manhã desta terça-feira, 5, em declaração em frente ao Palácio da Alvorada onde Bolsonaro mostrou uma imagem que reproduzia a manchete da edição impressa da Folha. Referindo à manchete "Novo diretor da PF assume e acata pedido de Bolsonaro", ele disse que não interferiu na corporação.

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"Que imprensa canalha a Folha de S.Paulo. Canalha é elogio para a Folha de S.Paulo. O atual superintendente do Rio de Janeiro, que o (ex-ministro Sergio) Moro disse que eu quero trocar por questões familiares", disse Bolsonaro. E seguiu: "Não tem nenhum parente meu investigado pela Polícia Federal, nem eu nem meus filhos, zero. Uma mentira que a imprensa replica o tempo todo, dizer que meus filhos querem trocar o superintendente (da PF do Rio).".

Nomeado na última segunda, 4, o novo diretor-geral da PF, Rolando Souza, decidiu trocar a chefia da Superintendência da PF no Rio de Janeiro, foco de interesse da família do presidente. Carlos Henrique Oliveira, atual chefe da PF no estado, foi convidado para ser o diretor-executivo, número dois na hierarquia do órgão.

Durante sua fala, Bolsonaro foi questionado por jornalistas se havia pedido a mudança na superintendência da PF no Rio. Foi aí que ele disse para os profissionais calaram a boca: "Cala a boca, não perguntei nada", disse em resposta ao questionamento de uma repórter de O Estado de S.Paulo. Questionado em seguida pela Folha, o presidente gritou novamente: "Cala a boca, cala a boca"

Nesta terça-feira, 5, para rechaçar que teria promovido ingerência na PF, Bolsonaro disse que Carlos Henrique Oliveira será diretor-executivo da corporação, o "zero dois" da estrutura da polícia. "Para onde ele (Oliveira) está indo? Para ser diretor-executivo da Polícia Federal. Ele vai sair da superintendência - são 27 superinendências- para ser diretor-executivo. Eu tô trocando ele? Eu tô tendo influência sobre a Polícia Federal? Isso é uma patifaria", afirmou.

"(Ele) está saindo de lá (RJ) para ser diretor-executivo a convite do atual diretor-geral. Não interferi nada. Se ele fosse desafeto meu e se eu tivesse influência na Polícia Federal, ele não iria para lá. Não tenho nada contra o superintendente do Rio de Janeiro e não interfiro na PF", encerrou Bolsonaro.

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