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Política
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Moro depõe em Curitiba para inquérito sobre possível interferência política na PF

Ex-ministro está sendo ouvido por dois delegados. Ele entrou na sede da Polícia Federal pelo portão traseiro por volta das 13 horas deste sábado, 2

15:08 | 02/05/2020
Apoiadores de Moro e Bolsonaro se manifestam com cartazes em frente ao prédio da PF em Curitiba, durante o depoimento do ex-ministro
Apoiadores de Moro e Bolsonaro se manifestam com cartazes em frente ao prédio da PF em Curitiba, durante o depoimento do ex-ministro (Foto: afp)

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública e ex-juiz Sergio Moro já está depondo, na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, desde o início da tarde de hoje. Ele é ouvido sobre as acusações feitas contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Em seu anúncio de demissão no último dia 24, Moro acusou Bolsonaro de interferir politicamente na PF. O presidente tentou impor o nome do delegado Alexandre Ramagem para a direção geral, Moro discordou e deixou o cargo. Durante a semana, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, vetou a nomeação de Ramagem.

O depoimento de Moro começou pouco depois das 14 horas. Ele está sendo ouvido por dois delegados e procuradores acompanham a oitiva. O ex-juiz chegou por volta das 13 horas no edifício, que ainda durante a manhã passou a concentrar grupos de apoiadores dele e do presidente Bolsonaro em frente ao local. 

Moro chegou ao edifício da PF num veículo da Polícia, que entrou pelo portão traseiro da superintendência do órgão. Os apoiadores do ex-ministro e do presidente fazem manifestações com cartazes e camisetas.

O depoimento de Moro foi determinado pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). O interrogatório vai instruir o inquérito que investiga as acusações graves do ex-juiz da Lava-Jato contra o presidente da República.

Mais cedo, Bolsonaro voltou a insinuar que Sergio Moro o traiu ao deixar o cargo no Ministério da Justiça e Segurança Pública. Em publicações nas redes sociais neste sábado, o presidente chamou o ex-ministro de "Judas". De acordo com a narrativa bíblica, Judas foi o discípulo que traiu Jesus, entregando-o aos romanos para ser crucificado.