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Alegando "censura", presidente cria "TV Bolsonaro" para divulgar conteúdos favoráveis a seu respeito

Ferramenta foi adotada como alternativa para fugir da regras de postagens determinadas por algumas redes sociais, como o Twitter e o Facebook

18:20 | 12/04/2020
Bolsonaro tem recorrido a formas alternativas de comunicação para transmitir conteúdos que seriam barrados por algumas redes sociais (Foto: AURELIO ALVES)
Bolsonaro tem recorrido a formas alternativas de comunicação para transmitir conteúdos que seriam barrados por algumas redes sociais (Foto: AURELIO ALVES)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem adotado e mantido alternativas para fugir das regras de postagens determinadas por algumas redes sociais, como o Twitter. De acordo com informações do portal Uol, Jair utiliza um canal de transmissão com mais de 200 mil inscritos, popularmente conhecido entre seus apoiadores como “TV Bolsonaro”.

O canal foi criado ainda em julho de 2018, próximo ao período de eleição que levou Jair à Presidência. Segundo o portal, a transmissão é feita pelo aplicativo Mano, desenvolvido por uma empresa de Rio Bonito (RJ) e que reúne canais para transmissões de vídeo online (IPTV). Na época em que a conta foi feita, o filho do presidente e hoje senador, Flávio Bolsonaro, chegou a gravar um vídeo no Youtube explicando que a adoção da plataforma foi para tentar “escapar dos limites impostos pelo Facebook”.

Ainda segundo matéria, a adesão do presidente é uma forma de burlar as regras das plataformas, como o Facebook e o Google. Bolsonaro sempre alega aplicação de censura por parte dessas ferramentas contra “conteúdos de direita”. Mesmo assim, Bolsonaro tem mantido o canal apenas para divulgar link e vídeos de páginas que elogiam seu trabalho, fazendo pronunciamentos oficiais e postagens mais pessoais em sua página no Twitter.

Procurada pelo UOL, a Ip.TV, empresa fundadora do aplicativo, negou que tivesse vínculo político ou parceria com Bolsonaro, afirmando que “o aplicativo está aberto à adesão de qualquer pessoa, grupo ou associação que deseje fazer parte dessa nova rede social”.

A reportagem aponta ainda que a comunicação direta do presidente com apenas "uma parte da população" gera perigo de isolamento pois "das dezenas de milhões de internautas do País, nem todos usam as redes sociais a que o presidente recorre'. Tanto a assessoria do presidente quanto a de Flavio Bolsonaro foram procuradas pelo portal, mas não deram retorno até a publicação da reportagem.