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"É duro lidar com um vírus e um verme", diz Haddad em suposta indireta a Bolsonaro

O comentário chegou logo após aprovação de medida provisória — já barrada — que autorizava a suspensão de contratos de trabalho e salário por quatro meses

18:10 | 23/03/2020
O comentário foi feito por meio do Twitter
O comentário foi feito por meio do Twitter (Foto: ALEX GOMES/O POVO)

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), candidato à presidente derrotado nas eleições de 2018, publicou nesta segunda-feira, 23, tuíte interpretado como indireta a Jair Bolsonaro (sem partido). "É duro lidar com um vírus e um verme", escreveu em seu perfil do Twitter. O comentário chegou logo após publicação de medida provisória (MP) que, até então, autorizava a suspensão de contratos de trabalho e salário por quatro meses. Após repercussão negativa, o artigo do texto foi revogado pelo Governo Federal.

Manuela D'Ávila (PCdoB), que concorreu como vice-presidente na chapa Haddad, se manifestou abertamente sobre o assunto, também pelo Twitter. "O presidente do Congresso Nacional (senador Davi Alcolumbre) pode devolver a MP da morte com base no Artigo 48 do Regimento interno. Ali consta que cabe a ele 'impugnar as proposições que lhe pareçam contrárias à Constituição, às leis, ou ao próprio regimento'. Certeza que a maioria dos líderes apoiará!", escreveu.

Guilherme Boulos (Psol), também derrotado por Bolsonaro nas eleições de 2018, também comentou a MP. "Os presidentes da Câmara e do Senado podem devolver a MP 927 ao governo, sem levar a plenário, por inconstitucionalidade e crime contra a economia popular (Lei 1.521/51). Se devolverem, ela perde imediatamente a validade. Que façam imediatamente!", escreveu.

Outros políticos se manifestaram contra a decisão, como Marina Silva (Rede). "É extremamente desumana a MP editada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro, que escolheu preservar as empresas em prejuízo dos salários de milhões de trabalhadores e trabalhadores durante 4 meses", disse Marina.

Suspensão da medida

Nesta segunda-feira, 23, Bolsonaro anunciou que revogou o artigo da MP 927, que previa o contrato de trabalho poderia ser suspenso por até quatro meses contato que a empresa ou outra instituição oferecesse um curso de qualificação profissional não presencial.

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