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Justiça determina que assessor do deputado André Fernandes remova do Instagram vídeo em que atira na foto de Lula

Ordem judicial previa multa de R$ 200 caso o assessor "Inspetor Alberto" não retirasse o vídeo em que aparece disparando 10 tiros na foto de Lula
20:33 | Nov. 15, 2019
Autor O Povo
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O Povo Jornal
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Tipo Notícia

Uma ordem judicial determinou que o assessor parlamentar José Alberto Vieira Júnior, conhecido como "Inspetor Alberto", excluísse de suas redes sociais o vídeo em que aparece disparando dez tiros em uma foto do ex-presidente Lula. A determinação foi do juiz Mauricio Tini Garcia, da 2ª Vara Cível de São Bernardo do Campo, em São Paulo, executada na terça-feira, 12. Caso não cumprisse a ordem em 24 horas, o servidor teria de pagar multa no valor de R$ 200 por dia. Inspetor Alberto é lotado no gabinete do deputado cearense André Fernandes (PSL). 

No vídeo, publicado no dia 29 de setembro, o assessor manda um recado ao ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. "Janot, a gente faz é assim, pra não tirar a vida de ninguém: bota uma foto e descarrega. Baubau. Sai toda a raiva". A fala fazia alusão à entrevista concedida por Janot ao jornal O Estado de São Paulo, na qual ele afirmou que um dia foi armado à sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes. 

Um dia após a publicação do vídeo, o deputado André Fernandes, que curtiu a postagem do assessor, se manifestou no Twitter: "Sobre o meu assessor que fez um vídeo polêmico atirando numa foto do Lula: É um senhor de 58 anos de idade, 35 anos como policial civil, pai e avô. Tem idade e maturidade suficiente para responder pelos próprios atos! Se quiserem saber de algo, que o procurem", escreveu. 

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A decisão judicial foi dada no âmbito de uma ação indenizatória movida por Lula, solicitando a imediata retirada do vídeo. Por meio dos advogados, Lula pediu à Justiça que obrigue o Inspetor Alberto a se retratar nas redes sociais e ainda a pagar R$ 50 mil por danos morais. Em um dos trechos da decisão, o juiz Mauricio Tini Garcia afirma que "o requerido (Inspetor Alberto) se afastou por completo da cordialidade e do respeito ao ser humano que são devidos por força de lei para intimidar e injuriar o requerente (Lula), maculando sua honra e constrangendo-o ilegalmente".

O POVO tentou entrar em contato com o assessor Inspetor Alberto, mas as ligações não foram atendidas. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o vídeo já foi retirado da rede social do assessor. 

Com informações do jornal O Estado de São Paulo 

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