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Política
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"Tenho respeito com as almas em sofrimento", diz presidente da OAB sobre caso de Rodrigo Janot

Em passagem pela Capital, ele ainda lamentou o ato como uma contribuição para ambiente de ódio que está sendo instalado em Brasília

11:19 | 01/10/2019
Em passagem pela Capital, Felipe Santa Cruz ainda lamentou o ato como uma contribuição para ambiente de ódio que está sendo instalado em Brasília.
Em passagem pela Capital, Felipe Santa Cruz ainda lamentou o ato como uma contribuição para ambiente de ódio que está sendo instalado em Brasília.(Foto: Mauri Melo/Mauri Melo)

A intenção do ex-procurador geral da República Rodrigo Janot de assassinar o ministro Gilmar Mendes continua repercutindo entre autoridades da sociedade brasileira. Presente em Fortaleza na manhã desta segunda-feira, 1º, o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, afirmou que fica constrangido em analisar o caso porque tem “respeito com as almas em sofrimento”.

Santa Cruz afirmou que ficou sabendo da situação de Janot em algumas rodas de conversa em Brasília, mas lamentou o ato de violência. “Qualquer situação de violência é um retrocesso. Isso contribui ainda mais para um ambiente de ódio que está sendo instalado em Brasília”, argumentou.

Leia mais: Presidente da OAB afirma que declarações de Bolsonaro sobre seu pai são "episódio fechado"

Felipe Santa Cruz esteve na manhã desta segunda na sede da OAB Ceará em evento de lançamento da Conferência Nacional de Mulher Advogada. Ele ainda cumpre agenda na Capital nesta tarde, quando irá prestigiar a sessão solene de entrega da medalha Dom Helder Câmara ao conselheiro federal da OAB Hélio Leitão.

“Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar”, disse Janot

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot disse na última quinta-feira, 26, que, no momento mais tenso de sua passagem pelo cargo, chegou a ir armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes. “Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar”, afirmou Janot.

Em maio de 2017, Janot, na condição de chefe do Ministério Público Federal, pediu o impedimento de Gilmar na análise de um habeas corpus de Eike Batista, com o argumento de que a mulher do ministro, Guiomar Mendes, atuava no escritório Sérgio Bermudes, que advogava para o empresário.