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Política
NOTÍCIA

Parlamentares repercutem nas redes sociais declaração de Janot

18:30 | 27/09/2019
A fala do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot está tendo grande repercussão nas redes sociais de políticos. Em tom de crítica, quase todos se posicionaram contrários à declaração de Janot, com exceção da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), que se solidarizou com o ex-procurador-geral.
O ex-procurador-geral da República disse nesta quinta-feira, 26, ao Estadão que, no momento mais tenso de sua passagem pelo cargo, chegou a ir armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes.
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) comparou a atitude como uma cena de filme. "A confissão homicida de Rodrigo Janot confirma o desprezo pelo contraditório, pela lei e democracia. Jagunço de lógica fundamentalista na perseguição e eliminação dos adversários, nem que seja à bala. Havia um psicopata na PGR. A reencarnação de Simão Bacamarte, do Alienista."
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) definiu a atitude de Janot como desesperada. "Bravatas de Janot são apenas estratégia de promoção do livro ou o grito dos desesperados vendo o barco da máfia da #LavaJato afundar?".
O filho do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, deputado Zeca Dirceu (PT-PR), declarou que a fala de Janot é "totalmente irresponsável". "Anunciar que chegou perto de #assassinar um ministro do #STF só fará com que mentes insanas espalhadas Brasil a fora comecem a cogitar realmente atitudes desta natureza. Juristas, legalistas, democráticos devem reagir."
O senador Alessandro Vieira (CDD-RS) viu a declaração como uma distração para outros assuntos. "Vendo todo o mimimi sobre o Rodrigo Janot, que divulgou ter sonhado com um tiro na cara do Gilmar Mendes. Cortina de fumaça enquanto denúncias envolvendo ministros nunca são esclarecidas e o STF ameaça o combate à corrupção com jurisprudência criativa. #CPIdaLavaToga"
Já Carla Zambelli declarou em sua conta oficial no Twitter "solidariedade" ao ex-procurador-geral da República. "O Ministro Gilmar Mendes sempre teve pouco escrúpulo", escreveu.