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Política
NOTÍCIA

Carlos Bolsonaro é investigado pelo MP do Rio por uso de funcionários fantasmas, diz revista

Os dois processos foram confirmados à reportagem com base na Lei de Acesso à Informação, mas ambos tramitam sob segredo de justiça

16:29 | 11/09/2019
Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro (Foto: Dida Sampaio/AE)

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) está sendo investigado pelo Ministério Público estadual do Rio de Janeiro após denúncias de uso de funcionários fantasmas e prática de "rachadinha", como é conhecida a devolução de salários. As investigações foram iniciadas com base em reportagem publicada pela revista Época, que apontou que sete parentes de Ana Cristina Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro, foram empregados por Carlos. Desses, dois funcionários admitiram em entrevista nunca terem trabalhado para o vereador.

De acordo com a Época, o Ministério Público apura suspeitas de que outros três profissionais também nunca trabalharam para o vereador, embora fossem nomeados. Os dois processos foram confirmados à reportagem com base na Lei de Acesso à Informação, mas ambos tramitam sob segredo de Justiça.

A professora de educação infantil e cunhada de Ana Cristina, Marta Valle, passou sete anos e quatro meses lotada no gabinete e é um dos alvos da investigação. Embora estivesse nomeada entre novembro de 2001 e março de 2009, ela negou à reportagem da Época que tivesse trabalhado para Carlos. "Não fui eu, não. A família de meu marido, que é Valle, que trabalhou", disse em entrevista. O salário de Marta, com auxílios, chegava a R$ 17 mil. A Câmara de Vereadores informou que ela nunca teve crachá como assessora.

Gilmar Marques, ex-cunhado de Ana Cristina Valle e morador de Minas Gerais, também está entre os casos investigados. Com a correção inflacionária, o salário somado aos auxílios chegou a R$ 14 mil. Quando foi questionado pela reportagem se lembrava da nomeação, ele disse: "Meu Deus do céu. Ah, moça, você está me deixando meio complicado aqui. Eu ganhava? Isso aí você deve estar enganada”. Gilmar também nunca teve identificação funcional da Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

O vereador Carlos Bolsonaro foi procurado pela reportagem da Época, através do seu chefe de gabinete, mas não respondeu às solicitações.

Com informações da Época