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Política
NOTÍCIA

"Temos hoje um controle", diz Camilo Santana sobre celulares em presídios no Ceará

"O Depem [Departamento Penitenciário Nacional] foi lá fiscalizar e ficou impressionado com o trabalho que o Ceará tem feito", afirmou o governador durante o "Debates Grandes Nomes"

22:02 | 05/09/2019
Debates Grande Nomes, com a participação do Governador do Ceará, Camilo Santana (PT), no Espaço Cultural e Arte O POVO
Debates Grande Nomes, com a participação do Governador do Ceará, Camilo Santana (PT), no Espaço Cultural e Arte O POVO(Foto: Mauri Melo/O POVO)

Camilo Santana (PT), governador do Ceará, esteve na 15ª edição do "Debates Grandes Nomes", realizado pelo Grupo de Comunicação O POVO nesta quinta-feira, 5, e respondeu às principais questões de jornalistas da Casa e também dos ouvintes. Perguntado sobre o bloqueio de celulares dentro dos presídios, declarou que hoje já se tem um controle. “A grande maioria dos presídios do Ceará nós temos hoje um controle. O Depem [Departamento Penitenciário Nacional] foi lá fiscalizar e ficou impressionado com o trabalho que o Ceará tem feito”.

Apesar disso, o governador acredita que a questão é bem mais complexa do que parece, e relembrou de um caso em Itaitinga, onde uma operadora aumentou a ação na área e a Justiça mandou derrubar a lei que permitia o bloqueio. "Não adianta só o Estado controlar o bloqueador e colocar dentro do presídio. É uma questão de operadora”, afirmou. Camilo declarou que há uma lei para ser aprovada sobre o bloqueio, mas que o Congresso Federal não aceitou ainda. 

O governador atribuiu o principal motivo da violência no Brasil ao tráfico de drogas, e afirmou que a responsabilidade sobre isso é da União Federal. “Os presídios viraram escritório do crime. E isso é uma realidade no Brasil”, disse. Apesar disso, enfatizou ações de combate, como o aumento de 70% dos agentes penitenciários no Ceará, e declarou que hoje quem manda é o Estado. “Hoje quem manda no presídio é o Estado. Deixou de ser escritório do crime. Hoje nós estamos ganhando essa guerra”.

Confira o debate: