PUBLICIDADE
Política
NOTÍCIA

À frente apenas de Venezuela e Cuba, Bolsonaro é o 3º líder mais mal avaliado da América Latina

Entre os presidentes, o pesselista é o que possui pior índice de avaliação entre os entrevistados

19:15 | 22/08/2019
Apesar de ter o índice de aprovação baixo, Bolsonaro apresentou aumento de popularidade
Apesar de ter o índice de aprovação baixo, Bolsonaro apresentou aumento de popularidade(Foto: AFP)

Em pesquisa divulgada pelo instituto Ipsos nesta quinta-feira, 22, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, é o terceiro líder mais mal avaliado entre os governantes dos países da América Latina. Eleito no ano passado, Bolsonaro - que conforme o levantamento possui 29% de aprovação -, fica à frente apenas dos presidentes de dois regimes autoritários: da Venezuela, Nicolás Maduro, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel, com 3% e 18% respectivamente.

Entre as democracias latino-americanas, Bolsonaro tem a pior avaliação. No levantamento foram ouvidos líderes de opinião e jornalistas reconhecidos de meios de comunicação da América Latina. O instituto entrevistou 403 pessoas entre os dias 27 de junho e 24 de julho deste ano.

Sebatian Piñera, presidente do Chile, e Tabaré Vásquez, líder do Uruguai, são os presidentes mais bem avaliados segundo a pesquisa do instituto, com 68% e 65% de aprovação respectivamente. Os dois chefes de estado já eram os mais bem avaliados na pesquisa divulgada em novembro de 2018.

Apesar de ter o índice de aprovação baixo, Bolsonaro apresentou aumento de popularidade, uma vez que - no último levantamento divulgado pelo Ipsos em 2018 -, o presidente tinha 25% de aprovação, dados coletados após sua eleição.

No Brasil, apenas 21% dos entrevistados avaliaram o presidente de forma positiva. O melhor índice foi registrado na Bolívia, onde 44% dos ouvidos aprovam o governo de Bolsonaro. Na Colômbia, a pesquisa apontou que 85% dos colombianos desaprovam completamente ou parcialmente o pesselista. 

O Ipsos realiza pesquisas em mais de 90 países. O instituto ressalta que os resultados apresentados podem não ser representativos das sociedades da América Latina. O objetivo do estudo é expor a opinião de cidadãos considerados influentes e mais informados para a opinião pública. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.