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Movimentos antifascistas de torcidas cearenses participam de ato contra cortes na educação

Os grupos atuam contra o fascismo dentro dos estádios e buscam uma arquibancada inclusiva para mulheres, negros, LGBTs e outras camadas populares

07:52 | 14/08/2019
Os grupos atuam contra o fascismo dentro e fora dos estádios.
Os grupos atuam contra o fascismo dentro e fora dos estádios.(Foto: WhatsApp O POVO)

Os grupos Vozão Antifa, Resistência Tricolor e Resistência Coral, movimentos antifascistas organizados por torcedores dos três maiores clubes cearenses, participaram de manifestações contra os cortes na educação nesta terça-feira, 13, em Fortaleza. O protestos ocorreram em todo o Brasil. Em Fortaleza, o ato começou por volta das 9 horas, quando manifestantes marcharam pela Avenida 13 de Maio. De lá, foram à Praça da Bandeira, localizada no Centro, encerrando a passeata por volta das 12 horas.

Os grupos atuam contra o fascismo dentro e fora dos estádios e buscam uma arquibancada inclusiva para mulheres, negros, LGBTs e outras camadas populares. Na Europa, torcidas antifascista já existem e aparecem em um cenário onde torcidas organizadas são declaradamente fascistas.

Fundado em 2005, o movimento Resistência Coral, grupo composto por torcedores do Ferroviário, completou 14 anos de existência este ano. É a primeira torcida organizada antifascista do Ceará, iniciando nas arquibancadas no dia 31 de julho do ano em que foi fundado, e inspirando outros a serem criadas no País. “Atualmente nós temos no poder político uma representação muito evidente de quem é nosso inimigo, que representa os setores mais poderosos da sociedade. Um governo construído pelos ricos, feito para os ricos. E isso vai refletir nesses cortes”, declara Leonardo Carneiro, 37, professor e membro do grupo.

Resistência Tricolor nas ruas
Resistência Tricolor nas ruas (Foto: WhatsApp O POVO)

Ao O POVO Online, Heitor Bantim, membro da Resistência Tricolor, movimento antifascista de torcedores do Fortaleza, falou sobre a participação no ato e repudiou os cortes na educação. “Somos declaradamente contrários a políticas que buscam retirar direitos básicos dos brasileiros, que normalmente atingem as camadas mais necessitadas: somos contra a Reforma da Previdência, fomos contra a Reforma Trabalhista, e continuaremos nas ruas na luta pela manutenção do ensino público de qualidade no Brasil, que vem levando vários golpes desde que o governo atual assumiu”, declarou o rapaz de 23 anos, que é professor e estudante de História.

O Vozão Antifa, grupo composto por torcedores do Ceará, também esteve no ato. Ao O POVO Online, Ingryd Melyna, 26, membro do grupo que é também assistente social e mestranda em Sociologia, falou sobre a atuação do movimento. “Parte da nossa atuação acontece nos estádios, porém a gente entende que existem pautas que extrapolam as arquibancadas, que é justamente a questão dos cortes da educação e reforma da Previdência. Nós torcemos por um time que se reivindica como um time do povo”.

lucas de Paula