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Política
NOTÍCIA

Mourão sobre Olavo de Carvalho: "Deve se limitar à função que ele desempenha bem, que é de astrólogo"

O escritor havia questionado qual a contribuição das escolas militares à alta cultura nacional

19:01 | 22/04/2019
Hamilton Mourão (PRTB), vice-presidente do Brasil.
Hamilton Mourão (PRTB), vice-presidente do Brasil.(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O general Hamilton Mourão (PRTB) rebateu, nesta segunda-feira, 22, as críticas feitas a militares pelo escritor Olavo de Carvalho. Sobre as declarações do guru de Jair Bolsonaro (PSL), o vice-presidente disse que ele deve concentrar-se na função a qual "desempenha bem, que é a de astrólogo". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

"Qual é a última contribuição das escolas militares a alta cultura nacional? As obras do Euclides da Cunha. Depois de então, foi só cabelo pintado e voz impostada. E cagada, cagada", disse Olavo durante conversa publicada no Youtube.

Além disso, ele fez críticas à atuação dos militares durante a ditadura que se instalou no Brasil em 1964 e perdurou por 21 anos. "Esse pessoal subiu ao poder em 1964, destruiu os políticos de direita e sobrou o quê? Os comunistas. Daí comunistas tomaram o poder, aí eles vêm dizer: nós livramos o País do comunismo. Não, nós entregamos o País ao comunismo", criticou o astrólogo, acrescentando que se a categoria tivesse "vergonha na cara", admitira "o erro".

Em resposta, Mourão disse à reportagem do Estadão que o escritor mostra "total desconhecimento" sobre o ensino militar. "Olavo de Carvalho deve se limitar à função que ele desempenha bem, que é de astrólogo", disse o general acrescentando que o escritor "pode continuar a prever as coisas que ele é bom nisso". Além disso, ele ressaltou que Olavo "perdeu o timing", "não sabe o que está acontecendo no Brasil" e não está “apoiando" ou sendo "bom" para o Governo.

Conforme a reportagem, as declarações de Olavo chegaram a ser compartilhadas pelo presidente brasileiro e seu filho, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC). No entanto, a publicação já foi apagada. O político afirmou ao jornal paulista que Jair não havia visto o vídeo e que o conteúdo deve ter sido publicado por outra pessoa.

Redação O POVO Online