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Política
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Mourão diz que escolheria outras pessoas para trabalhar com ele se fosse o presidente

A declaração foi dada neste domingo, 7, durante o encerramento da Brazil Conference, quando Mourão fazia um balanço dos 100 primeiros dias do governo Bolsonaro - a serem completados na quarta-feira, 10

23:38 | 08/04/2019
Vice Hamilton Mourão e o presidente Jair Bolsonaro: 100 dias de governo
Vice Hamilton Mourão e o presidente Jair Bolsonaro: 100 dias de governo(Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Em passagem pelos EUA, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que teria escolhido outras pessoas para trabalhar com ele caso estivesse no lugar do presidente Jair Bolsonaro. As informações são da Folha de São Paulo.

A declaração foi dada neste domingo, 7, durante o encerramento da Brazil Conference, quando Mourão fazia um balanço dos cem primeiros dias do governo Bolsonaro - a serem completados na quarta-feira, 10. O vice foi questionado sobre o que faria de diferente caso fosse o presidente do Brasil.

Inicialmente, Mourão afirmou que sua parceria com Bolsonaro era total. "Quando ele toma uma decisão, eu acato", indicou. Em seguida, após ser novamente perguntado sobre mudanças que ele faria na condução do País até este momento, ele afirmou: "Talvez pela minha personalidade, eu escolhesse outras pessoas para trabalhar comigo".

O general também indicou preocupação com a grande participação de militares no governo Bolsonaro. "Se nosso governo falhar, errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas, daí a nossa preocupação", disse Mourão.

Mourão respondia perguntas da plateia, que era formada por estudantes, professores e pesquisadores, sobre o papel dos militares no Planalto e a percepção do presidente Ernesto Geisel (1974-1979) de que governar não era tarefa das Forças Armadas. Geisel foi o responsável por iniciar a transição do regime militar para o civil. Sobre a comparação, Mourão declarou: "O general Geisel não foi eleito, eu fui". A fala levou o vice-presidente a ser ovacionado pelo público.

Redação O POVO Online