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Política
NOTÍCIA

"Eu acho que ele deveria ter cargo de ministro. Ele me botou aqui", diz Bolsonaro sobre o filho Carlos

Com a declaração, Bolsonaro queria rebater críticas de apoiadores e opositores a respeito da influência de seus filhos, sobretudo de Carlos, nos assuntos de governo

10:14 | 09/04/2019
Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro (Foto: Dida Sampaio/AE)

Para Jair Bolsonaro, o filho Carlos e o trabalho que ele desempenha nas redes sociais foram responsáveis por sua chegada à Presidência. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 8, em entrevista à rádio Jovem Pan.

Segundo o presidente, o vereador pelo PSC do Rio de Janeiro deveria ocupar um ministério em seu governo. “Eu acho até que ele deveria ter cargo de ministro. Ele me botou aqui. Foi realmente a mídia dele que me botou aqui. Ele não tá pleiteando um cargo de ministro, poderia botá-lo, mas não está pleiteando isso aqui.”

Com a declaração, Bolsonaro queria rebater críticas de apoiadores e opositores a respeito da influência de seus filhos, sobretudo de Carlos, nos assuntos de governo. Em fevereiro deste ano, tuítes do “Zero Dois”, apelido dado a Carlos pelo pai, levaram à demissão do então ministro Secretaria-Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno. No entanto, Bolsonaro diz que o filho nunca “atrapalhou em nada”.

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“O Twitter, Facebook, Instagram não me tomam mais de 30 minutos por dia. Quem realmente me ajuda nessa coordenação é o Carlos Bolsonaro, por isso muita gente quer afastá-lo de mim. ‘Ah, o pit bull tá atrapalhando.’ Atrapalhando o quê? No meu entender, não atrapalhou em nada”.

Na entrevista, o presidente havia sido questionado sobre o vídeo publicado no Twitter que mostrava um homem urinando na cabeça de outro em um bloco de Carnaval.

Gerenciamento de mídias

Carlos Bolsonaro foi encarregado de cuidar das redes sociais e da estratégia da campanha de Bolsonaro em 2018. O “Zero Dois” é o filho mais próximo do presidente e esteve atuando em Brasília no período da transição de governo.

Seu nome havia sido mencionado para chefiar a Secretaria Especial de Comunicação, com status de ministério, após declarações de Gustavo Bebianno. No entanto, Carlos afirmou que não ocuparia cargo na gestão do pai.

“Já falei que não aceitarei ministério ou secretaria com status de, mesmo que tal situação seja permitida por lei. Repito novamente e novamente… Sigo meu trabalho sem problema algum no Rio. O resto das especulações é desconhecimento ou mau caratismo mesmo. Fim da história!”, escreveu no Facebook em novembro de 2018.

Redação O POVO Online