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Política
64 anos

Aniversário de Bolsonaro tem prisão de Temer, Previdência, viagem internacional e queda na popularidade

Jair Bolsonaro desembarcou na tarde desta quinta-feira para encontro com presidentes sul-americanos

00:00 | 22/03/2019
O PRESIDENTE Jair Bolsonaro foi alvo de críticas até mesmo por aliados
O PRESIDENTE Jair Bolsonaro foi alvo de críticas até mesmo por aliados(Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil)

A agenda presidencial no dia do aniversário de 64 anos de Jair Bolsonaro (PSL) está intensa desde o início da manhã desta quinta-feira, 21, quando o ex-presidente Michel Temer foi preso no Rio de Janeiro após desdobramento da Operação Lava Jato. A notícia caiu, para muitos aliados, como um presente no colo do chefe do Executivo Nacional.

"A Justiça nasceu para todos e cada um responda pelos seus atos. O que levou a essa situação, pelo que parece, são os acordos políticos dizendo-se em nome da governabilidade. A governabilidade você não faz com esse tipo de acordo, no meu entender. Você faz indicando pessoas sérias e competentes para integrar o seu governo, é assim que eu fiz no meu governo, sem o acordo político, respeitando a Câmara e o Senado brasileiro", afirmou Bolsonaro sobre a prisão de Temer.

Tida como cereja do bolo do Governo, a Reforma da Previdência sentiu respingos com a prisão de Temer. Para hoje, esperava-se sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para indicação de um relator da proposta, que acabou sendo adiada. O indicado deve julgar a constitucionalidade do projeto enviado à Câmara dos Deputados.

A expectativa do Governo é de que o texto seja avaliado pela Comissão até o fim da primeira semana de abril. Com o adiamento da escolha do relator da proposta, o cronograma deve atrasar.

Bolsonaro também cumpre agenda internacional nesta quinta à procura de alianças. Recém-chegado dos Estados Unidos, onde teve encontro com o presidente Donald Trump, o pesselista desembarcou nesta tarde em Santiago, no Chile. Durante sua segunda viagem internacional, em menos de uma semana, o presidente brasileiro participa da Cúpula Presidencial de Integração Sul-Americana, com outros líderes do continente.

O principal objetivo do chefe de Estado brasileiro e outros líderes da direita sul-americana é a criação de um fórum de desenvolvimento regional, o Prosul, em detrimento da extinção da União das Nações Sul-Americanas (Unasul), criada em 2008, quando a maioria dos presidentes latino-americanos eram de esquerda. No contexto atual, a situação é diferente, a maioria é formada por direitistas.

O aniversário de Bolsonaro ocorre em declínio da popularidade de seu governo. Segundo pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, divulgada nessa quarta-feira, o apoio dos brasileiros à gestão do presidente caiu 15 pontos percentuais desde janeiro, de 49% para 34%. De acordo com o levantamento, 34% dos brasileiros consideram boa ou ótima a atual gestão, contra 39% em fevereiro.

De acordo com Ibope, em fevereiro, a fração dos brasileiros que considera a gestão ruim ou péssima passou de 19% para 24%. Enquanto isso, a porcentagem dos que avaliaram como regular o governo passou de 30% para 39%. Em relação ao primeiro mês do ano, o número de descontentes com a atual gestão subiu cinco pontos (19% para 24%).

Bolsonaro ainda passará, caso atravesse os quatro anos de Governo, por três aniversários. A expectativa é de que o presidente deixe o cargo mais poderoso do País em 2022. Ainda restam ao presidente do Brasil 1380 dias de governo.

Italo Cosme/ especial para O POVO