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Aeronaves 'nunca foram usadas indevidamente'

14:39 | 16/02/2019
O ex-governador Márcio França (PSB) afirmou, por meio de nota, que os helicópteros da Polícia Militar "nunca foram utilizados indevidamente" por ele e que "todo o modo de deslocamento do governador é definido pela Casa Militar".
Segundo a nota, o órgão "segue normas institucionais" - decreto de 2004 - e o ex-governador "não tem ingerência nesse assunto". "A logística e a decisão do tipo de veículo, horários, planejamento e deslocamentos, quem acompanha e onde estaciona ou pousa o veículo, é de competência desses policiais e seus superiores."
De acordo com a nota, "todos os eventos" citados pela reportagem "foram compromissos do governador". "A ida ao estádio atendeu, por exemplo, convite do presidente da Federação Paulista de Futebol para a entrega da taça ao vencedor do Campeonato Paulista", afirma.
Os eventos religiosos, diz o texto, "tinham caráter oficial e atendiam convites ao governador". Sobre o jantar com a primeira-dama na praia do Gonzaga, informou que ambos haviam tido agenda oficial antes na cidade de Santos.
França, segundo o texto, só usava helicópteros operacionais da PM quando a aeronave executiva destinada ao transporte de autoridades estava em manutenção e quando não havia prejuízo ao serviço policial.
Sobre o aumento do número de voos em relação ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), França afirmou que "imprimiu o ritmo de inaugurações, vistorias técnicas de obras e reuniões públicas que entendeu adequado para o momento do Estado e do País", sem relação com período eleitoral.
Segundo a nota, as aeronaves usadas na campanha foram locadas pelo comitê e declaradas à Justiça Eleitoral. "Nunca foi usada aeronave oficial para evento eleitoral". Ainda de acordo com o texto, o pedido de arquivamento da investigação do Ministério Público foi feito porque o promotor se baseou em denúncia anônima, o que contraria as normas do MP, que exige a identificação e qualificação do autor da denúncia.

Agência Estado

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