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Lava jato pede pena de 80 anos de prisão para ex-diretor da Dersa

19:48 | 07/02/2019
A força-tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo pediu à Justiça pena de mais de 80 anos de prisão para o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza. Em alegações finais entregues à Justiça, a Procuradoria da República requereu pena máxima para Souza em ação que apura desvios de R$ 7,7 milhões das obras do trecho sul do Rodoanel e da ampliação da Avenida Jacu Pêssego e a condenação de outros réus.
A Procuradoria da República quer um aumento na pena de Souza em um terço pelo fato de ele ter ocupado cargo de direção na Dersa. Nos memoriais, a Lava Jato afirma que o ex-diretor da Dersa, acusado pelos crimes de peculato (desvio de recursos públicos), inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha, era o "líder do esquema".
Nas alegações finais, o Ministério Público Federal também pediu a condenação de José Geraldo Casas Vilela, ex-chefe do departamento de assentamento da Dersa e da psicanalista Tatiana Arana de Souza Cremonini, filha de Souza.
A Lava Jato requereu a redução em dois terços da pena da funcionária do setor de assentamentos que participava do esquema e decidiu colaborar com a Justiça e pediu o perdão judicial para a irmã da funcionária, que participou de um dos fatos apontados na denúncia. Para a Lava Jato em São Paulo, essa pessoa foi envolvida pela irmã nos crimes e sua colaboração efetiva e voluntária com a investigação lhe garante o perdão previsto em lei.
Um dos eventos descritos nas alegações finais pelos procuradores trata da inclusão de seis empregadas da família de Souza e da filha Tatiana no programa de reassentamento do trecho sul do Rodoanel Mário Covas. Entre as beneficiadas estão três babás da família, duas domésticas e uma funcionária da empresa do genro do ex-diretor.
As alegações finais do MPF foram entregues à juíza Maria Isabel do Prado, titular da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, que abriu prazo para as defesas apresentarem seus memoriais.
Defesas. Em nota, a defesa de Souza afirmou que "os advogados estão trabalhando nas alegações finais e vão se manifestar nos autos".
O criminalista Fernando Araneo, advogado de Vilela, disse que "diversas testemunhas atestaram sua inocência". "O MPF quer a condenação com base unicamente no depoimento da colaboradora e principal beneficiária das fraudes, o que já foi afastado pelo Supremo."
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