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Supremo manda suspender investigação de Queiroz e outros servidores, diz MP

A promotoria afirma que a decisão liminar de Luiz Fux foi tomada até que o relator do caso no Supremo, ministro Marco Aurélio Mello, se pronuncie

12:09 | 17/01/2019
Atualizada às 12h20min
O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu nesta quinta-feira, 17, a investigação criminal que apura movimentações financeiras atípicas do ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), Fabrício Queiroz. As informações são do O Estado de S. Paulo.
 
[SAIBAMAIS] 
O filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) é senador eleito pelo Rio de Janeiro. A investigação suspensa abrangia outros assessores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
  
A decisão liminar, em sigilo de Justiça, foi tomada pelo vice-presidente do STF, ministro Luiz Fux. Conforme o MPRJ, o ministro determinou que a apuração seja suspensa até que o relator da ação, ministro Marco Aurélio Mello, se pronuncie sobre a continuidade dela, após o recesso do Judiciário. Fux está no plantão do Supremo.

"Pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, reiterado na decisão do STF, o MPRJ não se manifestará sobre o mérito da decisão", informou o órgão, em nota.
 
Entenda 
Ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Alerj, o policial militar Fabrício Queiroz se tornou o principal personagem do primeiro escândalo de Jair Bolsonaro após a eleição. Na terça-feira, 15, o jornal paulista mostrou que o padrão das movimentações atípicas de Queiroz se repetiu nas contas bancárias de ao menos outros 28 servidores da Alerj, segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Após faltar a dois depoimentos marcados pelo MP e ser internado, Queiroz corre o risco de ser denunciado sem dar sua versão sobre o caso aos promotores, conforme afirmou na terça-feira o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem.
 
Entre as movimentações consideradas suspeitas pelo Coaf estão um cheque de 24 mil reais de Queiroz à primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e pagamentos feitos ao ex-motorista por assessores e ex-assessores do gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Conforme a revista Veja revelou, sete servidores que trabalharam com o filho do presidente fizeram transferências eletrônicas à conta de Queiroz que somaram 116.556 reais no período analisado pelo Coaf. 
 
Veja abaixo a nota do MPRJ:

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informa que em razão de decisão cautelar proferida nos autos da Reclamação de nº 32989, ajuizada perante o Supremo Tribunal Federal (STF), foi determinada a suspensão do procedimento investigatório criminal que apura movimentações financeiras atípicas de Fabricio Queiroz e outros, “até que o Relator da Reclamação se pronuncie”.

Pelo fato do procedimento tramitar sob absoluto sigilo, reiterado na decisão do STF, o MPRJ não se manifestará sobre o mérito da decisão. 
 
 
Com Agência Estado
Redação O POVO Online 
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