Participamos do

Após ação no STF, Renan Calheiros alfineta Tasso Jereissati e Eduardo Girão via Twitter

A eleição da Mesa Diretora do Senado Federal acontece após a posse, prevista para 1º de fevereiro. A ação no STF prejudica Renan, réu em mais de uma dezena de processos, uma vez ele não poderia ser candidato à presidência do Senado
20:52 | Jan. 16, 2019
Autor O POVO
Foto do autor
O POVO Autor
Ver perfil do autor
Tipo Notícia

Senador eleito, Eduardo Girão (Pros-CE) foi centro de bate-boca no Twitter, na tarde desta quarta-feira, 16. Isto porque ele tenta barrar no Supremo Tribunal Federal (STF) a candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) à Presidência do Senado. Então, o emedebista usou sua conta na rede social para direcionar acusações ao cearense.

"Girão, a pedido de Tasso e a exemplo de Lasier, entra no STF contra o Senado. Trata-se do ex-dono da Ultralimpo, Empal, Ceará, Thompson, Servis, que enganou mais de 40 mil empregados. É o terceiro maior devedor da Previdência do Brasil e o maior do Ceará... e deportado dos EUA...", disparou Calheiros.

A manifestação virtual ocorre dois dias depois de Girão ter entrado com mandado de segurança no STF para impedir que senadores réus sejam candidatos à presidência do Senado. "Foram princípios da moralidade e da probidade que me motivaram a entrar com mandato para resguardar a lisura de uma eleição tão importante", argumentou.

Seja assinante O POVO+

Tenha acesso a todos os conteúdos exclusivos, colunistas, acessos ilimitados e descontos em lojas, farmácias e muito mais.

Assine

Também no Twitter, Eduardo Girão se defendeu das acusações. "Renan ataca após acionarmos o STF para moralizar a eleição no Senado. Medidas judiciais serão tomadas contra calúnias dele. Vim à March For Life nos EUA, de onde ele disse que fui deportado. Sou independente e intimidações podiam até funcionar antes... Agora os tempos são outros!", publicou.

Entenda

Ele se refere às denúncias por corrupção pelas quais Renan Calheiros é réu no Supremo. O pedido de mandado será analisado pelo vice-presidente Luiz Fux. A eleição do presidente do Senado será feita após a posse dos novos senadores, prevista para 1º de fevereiro.

O recurso, se acatado, afeta diretamente Calheiros, que disputa reeleição ao cargo e responde a mais de uma dezena de inquéritos na Suprema Corte. A decisão favorável ao impedimento também abre caminho para o aliado cearense de Girão, Tasso Jereissati (PSDB) - um dos adversários mais fortes na corrida pelo cargo.

 
[VIDEO1][VIDEO2]

Dúvidas, Críticas e Sugestões? Fale com a gente