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Como identificar se uma notícia é mentira

Simples cliques e buscas na internet ajudam o usuário a desmentir uma notícia falsa. Verificar em outros sites a mesma informação, questionar erros de português e ouvir outros lados da mesma história podem ajudar

20:00 | 06/10/2018

Muitas notícias circulam na internet, principalmente no WhatsApp e Facebook, mas nem todas são, de fato, verdadeiras. Com a força de um clique, qualquer pessoa pode identificar erros, contradições e saber se aquela informação aconteceu realmente. Mais que isso: entender se foi feita para confundir ou enganar quem lê, influenciando nas decisões do dia a dia das pessoas.
 
Além de se proteger contra más intenções, quem identifica uma notícia enganosa pode espalhar a verdade e contribuir para que outras pessoas saibam a versão verdadeira do acontecimento.
 
  
6 em cada 10 brasileiros admitiram já ter confiado em uma notícia falsa, de acordo com pesquisa do Instituto Ipsos. Esse número de pessoas é o maior entre os 27 países onde a pesquisa foi realizada. 


Você sabe como identificar se uma notícia é falsa, exagerada ou verdadeira? 
 
 
Veja:  
 
1. Todo mundo precisa desconfiar de um acontecimento e precisa ir às ruas da cidade-internet conferir. 
 
 
Para combater algo errado, quem tem ferramentas nas mãos, primeiro, precisa saber se algo de estranho está acontecendo. Por isso é preciso buscar nos sites da internet se aquela informação lida aconteceu ou é somente alarme falso.  

Se sites confiáveis publicaram a mesma informação aumenta a possibilidade de a notícia ser verdadeira. 
 
 
Ainda na cidade-internet, para conferir é preciso buscar a informação e acrescentar o termo checagem.  “ tema %2b checagem “. 

Dúvida?
 

 
Caso você recebesse uma notícia como essa poderia  buscar no Google assim: 
 

Nota do governo sobre ataques em fortaleza no whatsapp (tema)  checagem
  

2. Xiii, não é preciso ser tão apelativo assim! 
 
 
Títulos exagerados, acusando diretamente algo ou alguém, ou ainda, qualificando determinado aspecto como melhor ou pior, desconfie. 
 
 
É importante saber se o que diz no título é o que está escrito na matéria, por isso é preciso ler todo o texto. Ninguém pode confundir um fato só pela capa. O título é limitado e o interesse é fisgar a atenção do leitor. Por isso, é importante ler a notícia recebida por correntes no WhatsApp, depois fazer o passo anterior. Ainda lembra? Não? Então, volte ao ponto 1 e veja se é verdade. 
 

 [VIDEO1]
 
Erros de português são comuns, alguns até “meu deus”. Errar todo mundo erra. Porém, alguns erros são tão banais que precisam ser questionados. Pesquise sobre a verdade do que está lendo. 
 
 
 
Além do exagero, o site é visualmente confuso? Procure um que você consiga se situar melhor. Verifique outras matérias do mesmo veículo, são todas exageradas? Hm, alerta perigo. 
 
O link da matéria ou do site parece com o de um site muito conhecido? Vá, veja se é, de fato, o site. Às vezes, mal-intencionados acrescentam só uma letrinha e não dá para perceber que o site não é o verdadeiro. 
 

Não compartilhe com amigos a notícia se você tem dúvidas quanto a veracidade do que está sendo dito. 

 
 
 
3. Opinião não é notícia 
 
Qualquer pessoa pode gravar um vídeo e compartilhar nas redes sociais. Da mesma forma que há mensagens encorajando a ser uma pessoa melhor, preservar o meio ambiente, dicas de beleza, receitas de comida, há também mensagens de acusações, de “eu acho, eu acho…”, sem achismo é preciso trabalhar com a verdade. 
 
Uma notícia precisa ouvir todos os lados envolvidos naquela história. Sabe um juíz? Ele precisa ouvir os advogados de defesa e de acusação, e tirar as conclusões sobre aquele caso. 
 
Neste caso, quem lê uma matéria ou assiste um vídeo no youtube precisa ouvir um lado e também o outro. Você quem decide qual lado acreditar. 

Super heróis não combatem o erro só com uma face da moeda. É preciso conhecer a outra cara da moeda para saber o melhor caminho a seguir.
 
Por isso, é importante perceber se há a versão de quem é citado na matéria ou vídeo. Não há? Volte ao ponto 1 e veja se é verdade. 
 
 
 
As mulheres demitidas foram ouvidas, a secretaria de saúde do estado da Bahia também. Além disso, Ministério Público do Trabalho e a empresa tiveram de dar posicionamentos. 

 
Quatro lados da mesma história falaram nessa matéria. 
 
 
 

4. Esse número é verdade? 
 
 
Lá no começo desse passo a passo tem: “6 em cada 10 brasileiros admitiram já ter confiado em uma notícia falsa, de acordo com pesquisa do Instituto Ipsos”.  Você conferiu se é verdade? 
 
 
Pesquise no google:  ipsos notícia falsa 27 países.
 
O que aparece?


1. Outros sites compartilharam essa informação? 
2. De que forma  outras sites dizem a mesma informação?
3. As matérias têm o mesmo sentido? 
4. De fato, o brasileiro é o povo que mais acredita em notícia falsa? 
 
 
Para quem não quer ser enganado, é importante ter certeza de que afirmação com números deve sair de sites, institutos e pesquisas oficiais. 
 

Qualquer pessoa pode dizer que 1 2 é igual a 3. Isso sabemos que é verdade.
 


 
 
Sempre busque pelos dados reais e de fontes confiáveis. 


5. Quando essa informação foi publicada? 
 

Por mais que uma informação se encaixe perfeitamente em uma situação que está acontecendo, é preciso saber se a notícia é referente aquele assunto e é daquele mesmo período. 
 
 
Muitas vezes, a reportagem é verdadeira, mas usada fora do contexto. Ainda: ela pode ter sido publicada dois, três, até cinco anos atrás. 
 
 
Veja a data de publicação da notícia.  Quando a Constituição completa 30 anos? 
 
 
Já deu toda a volta na cidade-internet? Viu as fontes? O link é confiável? Não é sensacionalista? Usa o português corretamente? Outros sites confiáveis já publicaram a mesma informação? A informação é atual? 
 

Pronto, você já pode espalhar notícias verdadeiras por aí. 

Para ver a veracidade de outras matérias, basta acessar checagem O POVO. 
 
 
 

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