Lisboa registra confusão envolvendo apoiadores de Jair Bolsonaro; veja vídeoNotícias de Política 

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Lisboa registra confusão envolvendo apoiadores de Jair Bolsonaro; veja vídeo

O tumulto aconteceu no entorno da Faculdade de Direito de Lisboa, local onde acontecem as votações para presidente do Brasil

19:37 | 07/10/2018
Um tumulto foi registrado em Lisboa, Portugal, neste dia de votação do primeiro turno para presidentes do Brasil. A confusão aconteceu em frente à Faculdade de Direito, lugar onde aconteceram as votações na Cidade. Por volta do meio-dia, um grupo que se identificou como apoiadores do candidato Jair Bolsonaro (PSL) discutiu com outros eleitores que passaram no local.
 
Segundo Débora Dias, cearense de 37 anos, a confusão aconteceu entre ela, que usava um adesivo em apoio a Guilherme Boulos (Psol), a filha de 17 anos, que usava uma camisa do Psol e um adesivo do Haddad (PT), uma amiga, também com adereços do Psol, e o grupo de apoiadores de Bolsonaro.
 
“Começaram a cercar a minha amiga e a minha filha dizendo que elas não podiam estar com estes adesivos e as camisas”, conta Débora, que diz ter consultado as regras das eleições anteriormente e ter constatado que era permitido a manifestação silenciosa. “Eles começaram a gritar o nome do ‘coiso’. Começaram a cercar elas e ficaram gritando. Um foi com o dedo na cara da Gisele, a minha amiga, o outro eleitor do Bolsonaro foi defendê-la.”
 
Débora conta que foi procurar pelos seguranças, mas quando voltou o grupo já havia se dispersado. “Eu percebi que eles estavam com essa estratégia. Se dissipavam, ficavam por ali, depois se juntavam e ficavam fazendo isso com outras pessoas”, diz a cearense que mora em Lisboa há 7 anos.
 
Ela conta que o Cônsul do Brasil em Lisboa foi forçado a interferir pedindo que os apoiadores de Bolsonaro parassem, mas ela diz ter visto a situação se repetindo outras vezes depois. 
 
“É uma coerção”, classifica Débora. “Uma pessoa com uma blusa de outro partido fica com medo de passar no meio dessas pessoas. Isso é um absurdo!”
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Redação O POVO Online
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