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Política

Conheça as diferenças nas propostas de Bolsonaro e Haddad para a Economia

Enquanto Bolsonaro aposta no liberalismo econômico, pretendendo extinguir e privatizar estatais, Haddad quer uma Reforma de Estado, para desprivatizar e "combater privilégios"

10:51 | 24/10/2018
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[FOTO1]Os candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) têm concepções diferentes do que será melhor para a economia do País. Bolsonaro defende o liberalismo econômico, querendo aplicar no Brasil “as mesmas ações que funcionam nos países com crescimento”. Haddad, por outro lado, tem como propostas revogar a Reforma Trabalhista do presidente Michel Temer (MDB) e instituir uma Reforma de Estado para desprivatizar e “combater privilégios”.
 
[SAIBAMAIS]Ambos trazem propostas de geração de emprego nos planos de governo. Bolsonaro propõe a criação de uma carteira de trabalho verde e amarela para novos trabalhadores, onde o trabalhador pode ser contratado conforme a Reforma Trabalhista, sem estar necessariamente sob a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Haddad sugere a elaboração de um novo estatuto do trabalho e a criação do programa Meu Emprego de Novo, voltado para quem perdeu sua forma de obtenção de renda durante a crise econômica.
 
Esta matéria faz parte de uma série feita pelo O POVO Online com as propostas dos planos de governo dos presidenciáveis. Foram analisadas as 61 páginas do plano de governo de Haddad e as 81 de Bolsonaro e separadas as ideias de cada candidato de acordo com área. Além das propostas para EducaçãoSaúdeSegurança Pública e Cultura; serão tratadas as propostas para Assistência social, Saneamento básico e Igualdade social; Combate à corrupção; e, agora, Economia e geração de trabalho. Será ainda publicada outra com propostas sobre o Meio ambiente.
 
Confira as propostas para a economia
 
Bolsonaro
- Adotar “as mesmas ações que funcionam nos países com crescimento, emprego, baixa inflação, renda para os trabalhadores e oportunidades para todos”.
- Criar “oportunidades e trabalho para todos, sem inflação”.
- Reduzir em 20% o volume da dívida por meio de privatizações, concessões, venda de propriedades imobiliárias da União e devolução de recursos em instituições financeiras oficiais “que hoje são utilizados sem um benefício claro à população brasileira”.
- Extinguir algumas estatais, privatizar outras e preservar uma minoria “pelo caráter estratégico”.
- Aumentar a competição entre empresas.
- Reduzir muitas alíquotas de importação e das barreiras não-tarifárias e constituir novos acordos bilaterais internacionais.
- Criar o Balcão Único, que centralizará todos os procedimentos para a abertura e fechamento de empresas.
- Fazer “os ajustes necessários para garantir crescimento com inflação baixa e geração de
empregos”.
- Enfrentar “os grupos de interesses escusos que quase destruíram o País”.
- Criar uma nova carteira de trabalho verde e amarela, voluntária, para novos trabalhadores. 
 
Haddad
- Fazer uma Reforma Tributária orientada pelos princípios da progressividade, simplicidade, eficiência e da promoção da transição ecológica. 
- Aplicar tributação direta sobre lucros e dividendos e a criação e implementação gradual de Imposto sobre Valor Agregado (IVA).
- Isentar do Imposto de Renda quem recebe até cinco salários mínimos. “Em compensação, o 'andar de cima', os super-ricos, pagarão mais".
- Enfrentar o alto custo do crédito e a especulação financeira por meio da Reforma Bancária.
- Fazer uma Reforma do Estado, “desprivatizando e combatendo privilégios patrimonialistas ainda presentes em todos os Poderes e instituições públicas”.
- Conter a privatização e a precarização no serviço público, expressas pela terceirização irrestrita e pela disseminação de modelos de gestão e agências capturados e controlados pelo mercado.
- Revogar a EC 95, que impõe uma ortodoxia fiscal permanente com um teto declinante nos gastos públicos por 20 anos.
- Revogar a Reforma Trabalhista de Temer, substituindo-a pelo Estatuto do Trabalho, produzido de forma negociada.
- Suspender a política de privatização de empresas estratégicas para o desenvolvimento nacional e a venda de terras, água e recursos naturais para estrangeiros.
- Recuperar o Pré-Sal “para servir ao futuro do povo brasileiro, não aos interesses de empresas internacionais”.
- Adotar regulações que controlem a entrada de capital especulativo de curto prazo sobre o mercado interbancário e sobre o mercado de derivativos para reduzir volatilidade do câmbio.
- Reconstruir o parque industrial em novas bases, com o estabelecimento de frentes de expansão produtiva com centralidade nos segmentos: dos recursos naturais, indústria, infraestrutura econômica, infraestrutura social. 
- Agroindustrializar o campo brasileiro.
- Criar o Programa Meu Emprego de Novo, com medidas emergenciais e estruturais, como primeiro passo para devolver a dignidade a milhões de famílias “que tanto tem sofrido com o drama do desemprego”.
- Diversificar as matrizes produtivas e energéticas de forma sustentável e ampliar o empreendedorismo e o crédito cooperado, para incluir jovens, trabalhadores de meia idade e mulheres em oportunidades de trabalho decente.
- Revogar as medidas de caráter inconstitucional, antinacional ou antipopular editadas pelo “atual governo ilegítimo”.
- Implantar o programa de inclusão produtiva e de redes de apoio ao desenvolvimento da economia social e solidária para pequenos negócios.
- Criar o Programa Salário Mínimo Forte.
- Promover um amplo debate sobre as condições necessárias para a redução da jornada de trabalho.
 
Redação O POVO Online 

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