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Após Bolsonaro usar imagens de Cid na propaganda eleitoral, pedetista aciona o TSE

Candidato à Presidência usou trechos em que o cearense tece duras críticas ao PT
10:22 | Out. 17, 2018
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A assessoria jurídica do recém-eleito senador Cid Gomes (PDT) registrou representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). A queixa, apresentada na última terça-feira, 16, envolve o uso indevido, segundo a acusação, de imagens do cearense na propaganda eleitoral do adversário político. 
 
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"Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes, fala a verdade que o PT não aceita", diz a abertura do programa veiculado na terça-feira, pela campanha de Bolsonaro. Logo depois, o vídeo pula para o momento em que Cid afirma que o PT precisa "pedir desculpas" e "ter humildade" para reconhecer que "fez besteira".
 
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Na última segunda-feira, 15, o pedetista supreendeu ao cobrar mea-culpa dos petistas em evento de apoio a Fernando Haddad (PT), em Fortaleza. O discurso foi interrompido por vaias de militantes da sigla, seguido de ataques do senador. Ele chegou a chamar simpatizantes do ex-presidente Lula (PT) de “babacas” e “otários”.
 
"Não admitir o mea-culpa, os erros que cometeram, isso é para perder a eleição e é bem feito", retrucou o ex-governador. O encontro ocorreu no auditório do Marina Park, onde também estava a cúpula do PDT no Estado, além do governador reeleito Camilo Santana (PT). "Ora, eu já votei no Eunício (Oliveira). Para votar no Haddad, eu voto com muito mais prazer ainda”, ponderou Cid.

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Ceará conta com compra direta de 3 milhões de doses da Coronavac para atingir meta de vacinação até agosto

covid-19
00:38 | Ago. 03, 2021
Autor Ana Rute Ramires
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O secretário da Saúde do Ceará, Carlos Martins Rodrigues Sobrinho, o Dr. Cabeto, reiterou que a meta de vacinar todos os adultos do Ceará até o final de agosto está mantida. Para isso, ele conta com a aquisição direta de 3 milhões de doses da Coronavac com a empresa Sinovac. A negociação está sendo realizada por meio do Instituto Butantan, que pertence ao governo de São Paulo.

O secretário comentou sobre o cenário epidemiológico em entrevista no programa Domingo Debate, na rádio Assunção, nesse domingo, 1º. Ele garante que o Estado tem capacidade de vacinação suficiente para atingir a meta prevista.

"O que o Estado está esperando? As previsões do Ministério da Saúde são de que isso vá até final de setembro. O Estado do Ceará tem uma tratativa direta com a Sinovac, a empresa que fornece vacina para o Butantan", detalha.

Nesse acordo, a previsão é de entrega de doses extras em relação ao que é disponibilizado por meio do Plano Nacional de Imunização (PNI). "Se isso se concretizar agora na segunda quinzena de agosto, a gente espera terminar a vacinação até 18 anos até o final de agosto. É essa a ideia inicial", prospecta.

No mês passado, o governador Camilo Santana (PT) disse que um secretário do governo foi enviado à China para contatos diretos com a companhia do País.

Na semana passada, a secretária executiva de Vigilância e Regulação da Secretaria da Saúde do Ceará, Magda Almeida, chegou a alertar para a quantidade insuficientes de doses que o Estado tem recebido, com "grandes chances de a meta de vacinação em agosto não ser atingida no Estado por falta de imunizantes".

Conforme Vacinômetro Estadual, atualizado às 17h desse domingo, 1º, já foram aplicadas 3.855.400 primeiras doses e 148.495 doses únicas de vacinas contra a Covid-19.

Considerando a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Estado tem 6.898.000 pessoas acima de 18 anos. Dessa forma, Ceará ainda precisa aplicar 2.894.105 doses até o final deste mês para atingir a meta estabelecida.

Conforme a assessoria de imprensa da pasta, contudo, a meta se refere apenas aos já previamente cadastrados para a imunização.

"A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) informa que, de acordo com o número de pessoas cadastradas no Saúde Digital com idade entre 18 e 59 anos, considerando o recebimento regular de imunizantes distribuídos pelo Ministério da Saúde, existe uma projeção de vacinar a população em geral dessa faixa etária, com primeira dose, até o fim do mês de agosto."

Em meio a discussões sobre a aplicação de terceira dose da vacina contra a Covid-19, o secretário acredita que deve haver revacinação em 2022.

"A gente está fazendo alguns estudos, o próprio Butantan está fazendo, sobre a necessidade de fazer uma revacinação. Os estudos ainda não estão prontos, mas me parece prudente. A gente não tem ainda a ideia de quanto tempo dura a imunidade. Então, acredito sim que vamos revacinar no ano que vem", afirmou.

Dr. Cabeto destacou ainda que a população precisa se vacinar com qualquer uma das vacinas disponíveis. "A realidade é que todas as vacinas são seguras. Dependendo de detalhes da faixa etária e do tipo de doença pré-existente, pode ter alguma mais ou menos eficiente. Mas quando você fala em termos globais, o que é eficiente? Vacinar muito. Quando se vacina muito, diminui-se o número de casos positivos, a chance de transmissão cai, e a carga viral fica pequena", acrescentou.

 

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Isaquias Queiroz e Jacky Godmann ficam em 4º em Tóquio

Esportes
00:32 | Ago. 03, 2021
Autor Agência Brasil
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Os brasileiros Isaquias Queiroz e Jacky Godmann terminaram a prova do C2 1000 metros (m) da canoagem de velocidade da Olimpíada de Tóquio (Japão) na 4ª posição, com o tempo de 3min27s603, na noite desta segunda-feira (2) no Canal Sea Foreste.

Da margem às Olimpíadas: conheça cultura do skate no Brasil e no Ceará

Estilo de vida
00:30 | Ago. 03, 2021
Autor Clara Menezes
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"A vida te pede, mas a vida não te dá. Devagar com meu skate um dia eu cheguei lá". O cantor e compositor Chorão (1970 - 2013), da banda Charlie Brown Jr., foi - e ainda é - um dos grandes nomes do rock nacional. Com letras que revelavam suas experiências e seu estilo de vida urbano, tornou-se um dos maiores símbolos brasileiros da cultura do skate. Mas essa atividade extrapola os limites do esporte e ganha significados simbólicos. É, desde o início, uma identidade. Como o vocalista do grupo de Santos entoou várias vezes: "De skate eu vim, de skate eu vou. É desse jeito que eu sou. É o que tenho, é o que quero, é o que sei, é o que faço".

Talvez não seja possível afirmar em que ano específico o movimento surgiu, mas ganhou intensidade entre os surfistas da Califórnia na década de 1950. Eles, que tinham que esperar as boas ondas para surfar, se adaptaram da água para a terra. Mas aquele equipamento virou uma referência mundial: por ser visto em áreas urbanas, foi agregado às culturas consideradas marginalizadas, como o rap, o hip hop e o grafite. Foi associado, portanto, à simbologia da cidade.

Com esse processo, cresceu também a discriminação. No Brasil, mais especificamente em São Paulo no ano de 1988, o então prefeito Jânio Quadros chegou a proibir a prática na capital paulista. O principal motivo era que os praticantes se reuniam no Parque do Ibirapuera, onde a prefeitura funcionava na época. Os jovens fizeram passeata pedindo a liberação, mas a atividade só foi legalizada quando Luiza Erundina assumiu o cargo em 1989.

"O skate, de certa forma, é um ato político. A história do skate no Brasil, principalmente em São Paulo, foi voltada para a discriminação entre vários poderes e outras instituições", pontua Davi Gomes Barroso, coodernador responsável pela Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude da Prefeitura de Fortaleza.

Na capital cearense, a ocupação dos espaços públicos aumentou na última década. "A importância desse esporte estar nas Olimpíadas, com atletas que inspiram novas gerações, é que a gente passa a enxergar o skate como uma potência. Em Fortaleza, por exemplo, apesar de já existirem algumas pistas de skate antes, elas tiveram um crescimento exponencial nos últimos 10 anos. Agora tem no Pici, José Walter, Mondubim…", cita Davi.

Leia também | Como o quadro de medalhas olímpico explica a geopolítica

Segundo ele, isso movimenta uma grande cadeia produtiva na economia, que envolve a produção de skates e até áreas artísticas. "Aqui, as pessoas se encontram, vão nas pistas, pedem melhorias, manutenções... Quando falamos de skate, falamos de toda uma cadeia produtiva, de um mercado que tem crescido em Fortaleza", comenta.

Além de esporte, andar de skate se tornou uma cultura nos espaços urbanos(Foto: Suzana Campos/ Rede Cuca)
Foto: Suzana Campos/ Rede Cuca Além de esporte, andar de skate se tornou uma cultura nos espaços urbanos

Apesar da movimentação de grupos, ainda há muito o que melhorar, principalmente, no âmbito político. "O processo de popularização ocorre de maneira lenta. Os políticos não valorizam esse esporte, que tem um cunho social e cultural muito grande no nosso Brasil. O skate é um esporte periférico, de custo-benefício baixo. Toda criança, quando vislumbra um esporte, seu primeiro contato ou é a bola ou é o skate", opina Renner Souza, professor de skate da Rede Cuca.

O profissional, que agora ganha a vida ensinando seus alunos, teve seu primeiro contato com o esporte e o estilo de vida ainda na adolescência. "Comprei um skate aos 13 anos. No começo, minha mãe não me apoiava porque via o skate como um esporte marginalizado, que ia me apresentar às drogas, que ia me apresentar à rua. Fui criado pela minha mãe, porque meu pai faleceu muito cedo, então ela tinha receio. Mesmo assim, minha avó apoiou, insistiu e deu certo", recorda.

Segundo ele, não havia apoio financeiro na sua época para que pudesse se manter no esporte. Por isso, encontrou outros jeitos de driblar a situação: formou-se em educação física e se especializou. "Não consegui me tornar um profissional, mas não desisti dos sonhos (...). Hoje o sustento da minha família vem do skate", diz.

Para o professor, a prática é mais do que um esporte, um lazer ou um meio de transporte. "O skate tem várias vertentes que envolvem um contexto cultural urbano e social muito grande. Vai do graffiti, do rap, da forma de se vestir, da identidade da pessoa e de sua sociabilidade. Não existe uma frase melhor pra contextualizar o skate a não ser dizer que é um estilo de vida".

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Do Pirambu à Califórnia

Trajetória
00:30 | Ago. 03, 2021
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Lucas Rabelo ainda era uma criança quando subiu pela primeira vez em um skate. Influenciado por amigos, queria ir para competições, viajar e frequentar outros bairros - assim como via as pessoas próximas a ele fazendo. Foi um processo tão natural que a profissionalização aconteceu quase da mesma forma: "Comecei a viajar pra outras cidades. Comecei a competir em campeonatos que não eram no Nordeste. Eu, a partir desse momento, vi que as coisas estavam ficando sérias e que eu poderia, sim, viver de um sonho. Foi incrível".

Nascido e criado no bairro Pirambu, ele se mudou para Porto Alegre para continuar na profissão. Agora, também vive entre o eixo Rio Grande do Sul e Califórnia, com maior foco nos Estados Unidos. Patrocinado por marcas famosas na área, incluindo a Red Bull, o jovem sente orgulho de representar o lugar em que nasceu.

"Com palavras, em qualquer língua que eu tentar, não vou conseguir me expressar 100%, sabe? É algo incrível para mim poder representar o Nordeste, Fortaleza, de onde eu vim. O Nordeste tem muitos skatistas bons, mas infelizmente, não temos tantas oportunidades para seguir nossos sonhos", afirma.

Seu maior objetivo é chamar a maior atenção possível para a região que, mesmo distante fisicamente, ainda chama de lar. "Esse é um dos meus planos: poder ajudar essas pessoas que, às vezes, não têm condição. Eu quero ser essa pessoa para elas". Por onde percorre, carrega consigo o lugar de onde veio: "Eu sempre vou carregar no peito e com muito orgulho que sou do Nordeste, sou de Fortaleza, sou do Pirambu".

Para isso, mira no maior evento multiesportivo do mundo. Quer, em 2024, representar o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris. Agora que as Olimpíadas agregaram o skate à sua programação oficial, é uma possíbilidade. "Os planos para o futuro são andar muito de skate, me tornar uma pessoa melhor a cada dia que passa e batalhar para estar nas próximas Olimpíadas, porque eu vi o quão grande é isso. Então, é algo que se tornou um sonho para mim estar lá".

Para ele, a cultura do skate em Fortaleza é fundamentada pela amizade. "Quando eu falo sobre Fortaleza ou se alguém conhece Fortaleza, as pessoas sabem que são todos amigos. Há companheirismo e diversão. A gente está sempre dando risada, é sobre sorrir e se divertir".

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O SANTO Santa Lídia

00:30 | Ago. 03, 2021
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Proprietária de um comércio de sucesso, rica e influente, exerceu sua liderança entre os filipenses, principalmente dentro de sua família. Lídia era conhecida por comercializar púrpura, algo feito apenas pelos mais ricos. Apesar de ser convertida ao judaísmo, Lídia ouviu as pregações de Paulo e alguns de seus seguidores, o que a fez sentir-se atraída pela mensagem de Jesus. Após a pregação, Lídia tornou-se cristã e conseguiu converter e batizar toda sua família. A casa de Santa Lídia foi a primeira Igreja Católica da Europa que se tem notícia. E através de seu prestígio, levou a palavra de Cristo e muitos lares. O culto à Santa Lídia é uma tradição cristã das mais antigas que a Igreja tem notícia. Sua veneração é respeitada, pois seus atos são sinais de sua santidade. Ela é chamada padroeira dos tintureiros.

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