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Política
NOTÍCIA

Sem Cid e Eunício, candidatos ao Senado pelo Ceará debatem propostas em universidade de Fortaleza

Estiveram presentes Eduardo Girão (PROS), Anna Karina (PSOL), Pastor Simões (PSOL), Robert Burns (PTC) e João Saraiva (Rede)

22:58 | 20/09/2018
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O Centro Universitário 7 de Setembro (UNI7) recebeu nesta quinta-feira, 20, candidatos ao Senado pelo Ceará para uma debate político, onde foram discutidas suas propostas. O evento teve início por volta das 19h40min no Teatro Nila Gomes de Soárez, localizado na sede da UNI7. Mediado pelo professor do Curso de Direito, Felipe Barroso, o debate foi parte integrante da XVII Semana UNI7 de Direito.

Estiveram presentes os candidatos Anna Karina (PSOL), Pastor Simões (PSOL), João Saraiva (REDE), Eduardo Girão (PROS), Robert Burns (PTC). Na ocasião, além dos candidatos responderem às questões dos adversários, também responderam às perguntas do público presente. A candidata do PSOL, Anna Karina, precisou se retirar após a apresentação, não tendo respondido a nenhuma pergunta.

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Foram convidados mas não compareceram ao debabe os candidatos Cid Ferreira Gomes (PDT) e Eunício Oliveira (MDB), que estão à frente das pesquisas, além de Alexandre Barros (PCO), Geraldo Magela (PSTU), Márcio Pinheiro (PSL), Mayra Pinheiro (PSDB) e Pedro Filho (PSL).
 
Diversas questões foram levantadas, como o combate à corrupção na política brasileira, a violência, o desemprego e o investimento em políticas públicas de saúde, segurança e educação. Não houve discordância muito evidente entre os discursos e posicionamentos dos candidatos presentes. 
 
Pastor Simões (PSOL) defendeu o fim da sociedade machista, que atribui somenta à figura feminina a responsabilidade pelo aborto. Segundo ele, "já passou da hora do homem assumir a sua responsabilidade". Ele também indicou que o País precisa de políticas públicas que protejam todos os grupos da sociedade, principalmente os mais marginalizados, como o LGBT.
 
João Saraiva (Rede) assumiu compromisso de fortalecer as políticas que coíbem a violência, levantando o caso do feminicídio e de desigualdade social, atribuindo-as a comportamentos do século passado. Saraiva também fez questão de enfatizar o número que recebe denúncias de violência contra a mulher. "O número do meu partido é 18. Na campanha, eu adicionei o 0 no final, para que o número 180 seja divulgado", disse ele.
 
Eduardo Girão (PROS) falou sobre a Reforma da Previdência, enfatizando que "o maior peso não deve cair sobre os ombros dos mais fracos", citando que empresas não sofreram tanto quanto a população. Ele também defendeu a taxação de grandes fortunas como forma de diminuir a desigualdade financeira do Brasil, que ele taxou como "abissal".
 
Robert Burns (PTC) levantou, por mais de uma vez, o combate às práticas políticas que priorizam o lucro ao invés do bem estar da população. Robert utilizou muito da sua fala para criticar o posicionamento de governantes e representantes anteriores, que, segundo ele, deixam a população desamparada.
 
Nas considerações finais, João Saraiva (REDE) criticou candidatos que recebem doações milionárias de aliados para a campanha. Ele também criticou o voto útil, instruindo os eleitores a votarem nos candidatos em que confiam, não naqueles que acreditam que possam ser vencedores.
 
Pastor Simões (PSOL) afirmou não ter medo de trabalhar com política. "Fazemos política porque amamos as pessoas. Nesse momento de tanto ódio, fazer política pensando no bem do próximo, isso é trabalhar com amor", disse ele, também aproveitando a oportunidade para condenar os altos números de mortes no Estado.
 
Eduardo Girão (PROS) citou Platão: "Pessoas boas que não gostam de políticas serão representados por pessoas não tão boas, mas que gostam de política", afirmou ele, também elogiando a presença de diversos jovens na platéia, interessados por política num "momento muito importante".
 
Robert Burns (PTC) falou de sua trajetória estudantil e política. Ele concluiu criticando os representantes atuais, que não conhecem a população. "No Ceará, todo mundo sabe onde encontrar drogas, menos as forças de segurança". Ele citou o Hino Nacional Brasileiro ao chamar a população para se envolver com política: "'Verás que um filho teu não foge à luta'. Vamos a luta?"
 
Redação O POVO Online
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