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Humoristas se unem contra lei que proíbe sátiras em ano eleitoral

Fábio Porchat, Bruno Mazzeo e Marcius Melhem estiveram no Supremo Tribunal Federal (STF) para falar com ministro que é relator de ação sobre o assunto

09:15 | 08/06/2018
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Lei eleitoral que veda a veiculação de sátiras humorísticas sobre políticos em ano de eleição fez com que humoristas se unissem. Fábio Porchat, Bruno Mazzeo e Marcius Melhem estiveram no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira, 7, para falar com ministro Alexandre de Morais, relator do caso. Os humoristas pedem a suspensão da restrição.
  
Desde 2010, os efeitos da lei estão suspensos provisoriamente após o STF conceder liminar. Na próxima semana, está marcada uma sessão plenária que decidirá, definitivamente, sobre a proibição.
  
“É censura prévia, tutela exagerada do Estado. Acima de tudo, a grande batalha é a liberdade de expressão e depois também ressaltar a função crítica do humor de participar do debate público”, disse Melhem ao Poder 360 no final do encontro.
  
“É melhor que isso seja resolvido para justamente não ter a possibilidade de desconfiança de que a qualquer momento pode ser que se fizer uma piada uma brincadeira … não só os comediantes, os humoristas. Qualquer pessoa", afirmou Fábio Porchat.
  
Mazzeo criticou a blindagem em volta dos políticos. Segundo o artista, a proteção aos candidatos já é garantida pela Contituicão e pela lei eleitoral. Por meio do humor, as pessoas se politizam também. O humor é chumbo livre. Tem um monte de candidatos. E a gente vai brincar com todos eles”, afirmou.

Redação O POVO Online
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