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Política
Eleições 2018

Cinco obstáculos que Alckmin terá de enfrentar se quiser ser presidente

O POVO Online lista o que pode afastar o pré-candidato do mais alto cargo do Executivo nacional

09:29 | 21/06/2018
(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Com 7% das intenções de votos, segundo a última pesquisa divulgada pelo Datafolha, o tucano Geraldo Alckmin (PSBD) tem menos de quatro meses para conquistar maior parcela do eleitorado brasileiro, se quiser ser o próximo presidente do Brasil. Há 12 anos, quando disputou pela primeira vez o cargo, o político foi derrotado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. 
 
O POVO Online lista cinco motivos que podem afastar o tucano do Palácio do Planalto. 
Envolvimento em escândalos
A sequência de denúncias contra políticos brasileiros nos últimos anos atingiu também Alckmin. O tucano foi citado por delatores da Odebrecht por suposto uso de caixa dois para financiar a campanha do político ao governo de São Paulo. Foi também durante a gestão dele que ocorreram escândalos envolvendo a construção do metrô da cidade e a formação de cartel no Rodoanel. Já o ex-chefe de gabinete da Casa Civil do governo Alckmin, Luiz Roberto dos Santos, é investigado na chamada Máfia da Merenda, onde houve suposto superfaturamento em contratos para o fornecimento de merenda a escolas de São Paulo. 
 
Partido dividido
Atualmente, o PSDB enfrenta um dos momentos de maior instabilidade. A própria pré-candidatura de Alckmin é retrato disso. Ao sair para concorrer à Presidência, o tucano deixou o governo nas mãos de Márcio França (PSB-SP), que tentará ser reeleito, agora como líder da chapa. Contudo, o partido de pré-candidato também terá nome na disputa: João Dória (PSDB). Em meio a impasse do duplo palanque, Alckmin tenta manter apoio ao companheiro de partido enquanto não se desgasta com o ex-vice de chapa. Paralelamente, o tucano tem lançado farpas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), ex-presidente do partido. O mineiro ficou seis meses longe do cargo na legenda quando se tornou réu por corrupção e obstrução de Justiça. O pré-candidato à Presidência tenta desvincular sua imagem a de Aécio, e já declarou que o eleitor saberá diferenciar. 
 
Mau desempenho nas pesquisas
Apesar de as candidaturas ainda não terem sido lançadas oficialmente, as pesquisas apontam mau desempenho de Alckmin no atual período de pré-campanha. Conforme a última pesquisa do Datafolha, no melhor cenário para o tucano (sem Lula), ele atinge 7% das intenções de votos, atrás do líder Jair Bolsonaro (PSL), e dos pré-candidatos Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT). 
 
Derrotas do PSDB
Desde que terminou o mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), os tucanos acumulam derrotas nas disputas à Presidência. Em 2002, Lula (PT) venceu José Serra (PSDB). Em 2006, foi a vez do próprio Alckmin ser derrotado pelo petista. Já em 2010 e 2014, Dilma Rousseff (PT) venceu os tucanos José Serra e Aécio Neves, respectivamente. 
 
Pouco carisma
Apelidado pejorativamente por opositores como “picolé de chuchu”, por ser algo sem sabor, Alckmin evita polêmicas, mantém voz serena e raramente se exalta. A falta de carisma do político é constantemente questionada, principalmente em cenário onde, mesmo preso, o ex-presidente Lula lidera pesquisas eleitorais e detém um legado de forte apelo popular. 
 
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IGOR CAVALCANTE