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Pesquisa indica uso de perfis russos a favor de Aécio nas eleições de 2014

Vinte e quatro perfis do leste europeu atuaram na campanha do tucano, responsáveis por 14.400 interações no twitter.

10:08 | 21/05/2018
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Uma pesquisa realizada por meio da Fundação Getúlio Vargas (FGV) descobriu que, durante as eleições de 2014, perfis que continham informações e imagens ligadas à Rússia e ao leste europeu foram usados para ajudar divulgar mensagens contendo links da campanha à Presidência de Aécio Neves (PSDB). 
 
Vinte e quatro perfis do leste europeu atuaram na campanha do tucano, responsáveis por 14.400 interações no twitter. 
 
Pesquisas realizadas pela Diretoria de Análises de Públicas (DAPP) da FGV  mostraram que, em 2014, houve a interferência de robôs em momentos decisivos da disputa pela Presidência, como os debates na TV Globo, em que os perfis automáticos responderam cerca de 20% das interações no Twitter de pessoas que apoiavam Dilma Rousseff (PT), Aécio e Marina Silva (ex - PSB, atualmente Rede).
 
Para o sociólogo Marco Aurélio Ruediger, diretor da DAPP, o uso de  perfis que são de outros países mostra que a campanha eleitoral deste ano pode sofrer uma interferência externa, como aconteceu na eleição presidencial dos Estados Unidos.
 
"Não estamos livres de interferência do exterior, outro ponto importante, porque pode ter um impulsionamento de ideias e também ser deformadora do espaço político e democrático, além de impor agendas", afirma. 
 
Na pesquisa, foram constatados vínculos entre empresas que prestavam serviços às campanhas de candidatos e sites cujo os conteúdos foram compartilhados por redes de robôs. 
 
Foram analisados duas sub-redes de perfis automatizados: uma com 699 robôs, que compartilhavam conteúdos de Aécio e de Marina. Outras 509 contas que compartilhavam conteúdos associados à campanha de Dilma. Ao todo, mais de 773 mil publicações foram geradas, em média 419 por usuário. 
 
Ruediger diz que a utilização de perfis falso pode gerar um grande impacto, podendo interferir no voto dos eleitores.
 
A  assessoria responsável pela candidatura de Aécio nega que tenha utilizado robôs durante a campanha ou que tenha autorizado qualquer empresa a utilizar perfis automáticos.  
 
Caio Túlio Costa, coordenador de comunicação digital da campanha de Marina em 2014, disse que, em uma ocasião, a equipe identificou uma movimentação diferente de tuítes pró-Marina, e relatou imediatamente o caso à rede social. A assessoria de Dilma Rousseff não quis comentar.
 
 
Redação O POVO Online
 
 
 
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