PUBLICIDADE
Notícias

Procurador propõe que UFC mude nome da disciplina sobre "golpe de 16"

O representante do Ministério Público Federal afirma que o nome deve atender os interesses da coletividade e o pluralismo de ideias. Para ele, com a denominação atual, a cadeira não pode ser ofertada

15:41 | 12/04/2018
Foto na qual se vê estudantes em primeiro plano e professores na mesa, ao fundo da foto, durante a aula
Foto na qual se vê estudantes em primeiro plano e professores na mesa, ao fundo da foto, durante a aula
[FOTO1]Em reunião nesta quinta-feira, 12, o procurador da República Oscar Costa Filho propôs a representantes da Universidade Federal do Ceará (UFC) que seja mudado o nome da disciplina sobre o "golpe de 2016". O representante do Ministério Público Federal afirma que o nome deve ser escolhido de modo a atender os interesses da coletividade e o pluralismo de ideias.
 
 
O nome da disciplina ofertada pelo Departamento de História é "Tópicos Especiais IV - O golpe de 16 e o futuro da Democracia no Brasil". Na opinião de Oscar Costa Filho, com esse título a disciplina não pode ser oferecida. Caso não ocorra a mudança, ele cogita levar a questão para a Justiça. "Esse ato administrativo não tem validade perante o Direito e torna passível ser decretada sua nulidade perante o Poder Judiciário", afirma Oscar sobre a criação da disciplina.

 
[SAIBAMAIS]
O procurador entende que, da forma como está, a cadeira impõe uma narrativa específica, comprometendo o pluralismo de ideias.
 
 
Na reunião com o Ministério Público Federal o vice-reitor da UFC, Custódio Almeida, disse que a oferta da disciplina obedeceu os mesmos critérios e trâmites adotados corriqueiramente pela universidade. Ele defendeu que a pluralidade de conteúdo é garantida na diversidade da grade curricular como um todo.
 
 
Chefe do Departamento de História, o ex-vice-governador e ex-presidente do PT de Fortaleza, Francisco Pinheiro, ressaltou que a demanda pela disciplina partiu dos próprios estudantes. Ele disse que todas as 60 vagas ofertadas foram preenchidas e cerca de 80 estudantes ficaram em lista de espera.
 
 
Os representantes da universidade ficaram de analisar a proposta de mudar o nome da cadeira.

 
Com informações do Ministério Público Federal 

TAGS