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General Mourão diz que intervenção do Rio de Janeiro é "meia-sola"

No discurso de despedida, o general chamou de "herói" o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido como torturador pela Justiça Brasileira

12:55 | 01/03/2018
General Mourão
General Mourão
[FOTO1]Após 46 anos no Exército, o general Antônio Hamilton Mourão passou para a reserva das Forças Armadas e em cerimônia nessa quarta-feira, 28, criticou a intervenção do Rio de Janeiro e questionou o poder político do interventor, general Braga Netto. Informações são do Uol.
  
"O general Braga Netto não tem poder político, é um cachorro acuado e não vai conseguir resolver dessa forma", afirmou Mourão, que causou polêmica em setembro do ano passado quando defendeu publicamente uma intervenção militar no Brasil. "É uma intervenção meia-sola", continuou sobre a força do decreto e ainda disse que todos, incluindo o governador do Rio, Luiz Fernando Pézão, deveriam ser afastados.
 
Sobre os rumos políticos País, Mourão disse ser necessário que o Poder Judiciário exclua da vida pública o presidente Michel Temer e todas as pessoas que "não têm condições" de participar dela.
 
No discurso de despedida, o general chamou de "herói" o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido como torturador pela Justiça Brasileira, e responsável pelo DOI-Codi, um dos maiores centros de repressão que funcinou durante a ditadura militar. 
 
No mesmo evento, questionado se disputaria cargos eleitorais, Hamilton Mourão negou e prometeu apoio ao pré-candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ). "Se tiver que subir no palanque, eu subo", garantiu. 
 
Redação O POVO Online  

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