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"Está havendo um jogo de empurra que não é legítimo e não vai resolver", critica Tasso

Senador criticou governos estadual e federal pela forma como estão agindo para conter o agravamento da violência no Estado

18:04 | 30/01/2018
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O senador Tasso Jereissati (PSDB) criticou o “jogo de empurra” entre os governos estadual e federal para reagir à crise da segurança pública do Ceará. O ex-governador cearense cobrou que o governador Camilo Santana (PT) e o presidente Michel Temer (PMDB) assumam as respectivas responsabilidades e tragam soluções para a violência no Estado.

“A questão não é só do Governo Federal ou do Congresso Federal, acho que está havendo um jogo de empurra que não é legítimo e não vai resolver”, atacou o tucano. Ele participou de evento da Prefeitura de Fortaleza na manhã desta terça-feira, 30, no Polo de Saúde e Inovação, em Porangabussu. “A prioridade deve ser o enfrentamento, fazendo medidas profundas, e não paliativas. Às vezes, as medidas têm mais de aparência que de profundidade”, afirmou.

Em rede social, Tasso já havia criticado o Estado após os casos de barbárie registrados no Ceará. No sábado, 27, um grupo armado invadiu uma festa no bairro Cajazeiras e matou 14 pessoas. A ação seria uma afronta à facção criminosa que domina a região. E se tornou a maior chacina registrada na história do Ceará. Na segunda-feira, 29, mais mortes. Dez homens foram assassinados a tiros dentro da Cadeia Pública de Itapajé, a 124,2 km de Fortaleza.

[SAIBAMAIS] 

Pânico e controle

“Já passou do tempo para tomarmos uma atitude séria e responsável diante da gravidade do momento que estamos vivendo. A sociedade está em pânico e a situação está evidentemente fora do controle”, disse. Na publicação, ele atacou diretamente declarações do governador, que garantiu ter o controle da situação, e do secretário da Segurança Pública do Estado, André Costa, que disse não haver motivo para pânico.

O senador ainda cobrou que “autoridades e o Governo do Estado” assumam as responsabilidades, enfrentem o problema e tomem atitudes necessárias para garantir a segurança e a tranquilidade no Ceará. “A situação chegou a tal ponto de gravidade que em Fortaleza não se tem mais paz, no Ceará não se tem mais paz. E, ao contrário de empurrar um para o outro, tem de se juntar e trabalhar em conjunto e com a sociedade”, afirmou ao O POVO Online nesta terça-feira.

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