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Desorientação do piloto é principal hipótese da PF para morte de Zavascki

O acidente completará um ano no dia 19 de janeiro

20:00 | 09/01/2018
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A Polícia Federal (PF)tem como principal tese para o acidente que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, uma desorientação espacial do piloto. Devido a chuva intensa e a pouca visibilidade, o avião King Air caiu. A informação é da Folha de S. Paulo.

Conforme a PF, o piloto não teria percebido que a aeronave estava muito perto do oceano, tendo batido com a ponta de uma das asas na água. Na queda do dia 19 de janeiro do ano passado, também morreram o dono do avião e empresário Carlos Alberto Fernandes Filgueiras, de 69 anos, a massoterapeuta Maíra Panas, de 23 anos, e sua mãe, Maria Hilda Panas Helatczuk, de 55.

[SAIBAMAIS]

A reportagem da Folha descobriu que as perícias da PF envolvidas no caso já descartaram sabotagem no interior da aeronave, a exemplo de explosões e incêndios, problemas no motor ou embriaguez do piloto, que não ingeriu álcool e nem fez uso de drogas ou medicamentos.

A hipótese sobre o piloto envolvia suposto envenenamento criminoso e presença de compostos químicos dentro do avião - que ele poderia ter inalado involuntariamente. As duas possibilidades não foram confirmadas.

Deste modo, os investigadores se aproximam cada vez mais do entendimento de que o acidente decorreu de condições espaciais. A tese já era trabalhada pelo Centro de Investigação e prevenção da Aeronáutica (Cenipa), que trabalha paralelamente no caso, mas com finalidade diferente.

Outra possibilidade ventilada é que, devido ao peso político do passageiro, o avião teria sido "derrubado", o que foi descartado pela PF, que procurou saber quantas pessoas tinham a informação de que Zavaski estaria voo. Nenhum político investigado na Lava Jato e que estaria descontente com Teori soube do voo antes do acidente. Deste modo, ninguém foi considerado suspeito.

Condições psicológicas

A PF leva em consideração fatores relacionados a condição psicológica do piloto na hora em que a aeronave caiu.

O primeiro fator levado em consideração é o excesso de confiança que o piloto devia ter, tendo em vista os 30 anos que, aproximadamente, tem de profissão.

Outro aspecto são as circunstâncias do voo: o transporte de um ministro do STF e relator da Lava Jato. A relevância do passageiro dentro do contexto da Lava Jato pode ter exercido uma pressão no trabalho do piloto, de modo que ele cumprisse a viagem mesmo com condições climáticas desfavoráveis.

A reportagem da Folha tentou encontrar os familiares do piloto, mas não obteve sucesso.

Redação O POVO Online

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