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Sérgio Cabral é condenado a 45 anos de prisão por crimes investigados na Operação Calicute

O advogado de Cabral, Rodrigo Rocca, afirmou que a sentença é uma "violência contra o Estado democrático de Direito"

20:21 | 20/09/2017
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O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi condenado nesta quarta-feira, 20, por crimes investigados pela Operação Calicute, um dos desdobramentos da Lava Jato. De acordo com informações do portal G1, Cabral foi condenado a 45 anos e 2 meses de reclusão, além de multa, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertencimento a organização criminosa. Segundo denúncia da operação, o esquema desviava verbas dos contratos do governo do Estado com empreiteiras. É a segunda condenação de Cabral. Ele também foi condenado a 14 anos e dois meses por corrupção e lavagem de dinheiro pelo juiz Sérgio Moro.

Na sentença, o ex-governador é descrito como "idealizador do gigante esquema criminoso institucionalizado no âmbito do Governo do Estado do Rio de Janeiro, era o chefe da organização, cabendo-lhe essencialmente solicitar propina às empreiteiras que desejavam contratar com o Estado do Rio de Janeiro, em especial a Andrade Gutierrez, e dirigir os demais membros da organização no sentido de promover a lavagem do dinheiro ilícito". Além de Cabral, a sentença do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal também condena outras 11 pessoas por participação no esquema. A esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, foi sentenciada a 18 anos e 3 meses de prisão.

Para o portal de notícias, o advogado de Cabral, Rodrigo Rocca, afirmou que a senteça é uma "violência contra o Estado democrático de Direito": "A sentença é uma violência contra o Estado democrático de direito e só reforça a arguição de suspeição que nós já fizemos contra o juiz que a prolatou. A condenação do ex-governador Sérgio Cabral pelo juiz Marcelo Bretas já era esperada, todo mundo sabia disso, e tanto sabia disso que nós já vínhamos preparando recurso de apelação para os órgãos de jurisdição superior, onde os ânimos são outros e a verdade tem mais chance de sobrevivência."

Redação O POVO Online

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