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Empreiteiro diz que desvio de escolas abastecia campanha de Beto Richa

O governador do Paraná diz que a delação do empreiteiro consiste em informações mentirosas de um criminoso que quer aliviar sua pena

17:10 | 01/09/2017
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Em acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República, o dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza afirmou que pagou R$ 12 milhões de propina a um intermediário do governador do Paraná Beto Richa (PSDB). As informações são da Folha de S. Paulo.

Caixas de garrafas de vinho e até mesmo o banheiro de uma secretaria eram usados para disfarçar o repasse dos recursos. Nos valores, conforme Souza, está inclusa uma mesada de R$ 100 mil paga em 2015, que iria para as campanha de Richa, do seu irmão e de seu filho em 2018. As acusações são negadas pelo governador.

O intermediário do governador citado na delação é, também, amigo do tucano. Maurício Fanini foi nomeado por ele diretor da Superintendência de Desenvolvimento Educacional (Sude), parte da Secretaria Estadual de Educação. O nome de Fanini é ligado a desvios de aproximadamente R$ 20 milhões da construção de escolas públicas. Os números são da Operação Quadro Negro.

Souza afirmou que Fanini fez uma viagem de comemoração em novembro de 2014. Miami e Caribe foram os destinos escolhidos para comemorar a reeleição do governador. Ele disse que deu R$ 20 mil em espécie para a viagem. O dono da construtora ainda disse que presenteou Beto Richa com um relógio Rolex.

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Em nota, o governador disse que a delação do empreiteiro consiste em  informações mentirosas de um criminoso que quer aliviar sua pena. Ele ainda diz que nunca teve qualquer relação com Eduardo Lopes de Souza.

 

Redação O POVO Online

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