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PEN retira advogado de ação sobre prisão em segunda instância

De acordo com blog, a medida foi uma exigência que partiu do deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro

22:30 | 28/08/2017
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O Partido Ecológico Nacional (PEN) destituiu o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, que representava a sigla em prisões em segunda instância. A exigência, segundo o blog Blog do Josias, hospedado no UOL, foi do deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro.

Kakay credita a destituição à sua recusa ao pedido do político carioca para realizar sua defesa perante à deputada Maria do Rosário (PT-RS), que o processa por ter sido alvo de declaração misógina.

O advogado foi informado por uma notificação cartorial e disse ser algo inusitado. Kakay diz que Bolsonaro o vê como um "advogado de rico", mas não concorda com a opinião. Ele afirma que tem 36 anos de advocacia e que o deputado não conhece o seu trabalho.

O presidente do PEN, Adilson Barroso, informou a Kakay que a desistência da ação era uma das condições de Bolsonaro para se filiar ao partido. O advogado é idealizador da ação que questiona a decisão do Supremo Tribunal que prende condenados em segunda instância. - antes os condenados respondiam em liberdade até o último recurso.

Para o advogado, será difícil que outro advogado fale da pretensão da ação no Supremo Tribubal Federal. "Seria um escândalo.", afirmou.

Outras exigências do deputado federal estão sendo atendidas, como por exemplo mudar o nome do partido, que passará a se chamar Patriota.

 

Redação O POVO Online

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