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Temer garante R$ 13 milhões às escolas de samba do Rio, diz Pedro Paulo

De acordo com o deputado federal, Temer se comprometeu a cobrir o rombo deixado pelo prefeito do Rio, estimado em R$ 13 milhões

16:14 | 25/07/2017
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Durante reunião com os principais dirigentes das escolas de samba do Rio nesta terça-feira, além do presidente da Liesa, Jorge Castanheira, o presidente Michel Temer assegurou que irá destinar ao carnaval do Rio de Janeiro aproximadamente R$ 13 milhões retirados pelo prefeito da cidade, Marcelo Crivella, que cortou pela metade os subsídios da festa carioca.

O valor foi anunciado pelo deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ) e por Jorge Castanheira. A assessoria do Palácio do Planalto, no entanto, disse que o presidente ainda não garantiu a liberação do valor pedido. O encontro no Palácio do Planalto representa um gesto ao deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), com o objetivo de garantir o voto do peemedebista a favor de Temer no plenário da Câmara que julgará, no dia 2 de agosto, a denúncia por corrupção passiva contra o presidente.

Existiu, no entanto, uma preocupação do governo com os que estavam presentes no encontro. A lista dos dirigentes das escolas que compareceram também foi analisada pelo governo. De acordo com a lista oficial divulgada para jornalistas, não houve nomes discutíveis no encontro.

De acordo com o deputado Pedro Paulo (PMDB-RJ), que esteve no encontro no Palácio do Planalto, Temer se comprometeu a cobrir o rombo deixado pelo prefeito do Rio, estimado em R$ 13 milhões segundo os dirigentes das escolas e da Liesa. O presidente disse que ajudará parte em recursos diretamente enviados ao Rio, e parte via patrocínio.

"Temer disse que vai garantir esses recursos. O prejuízo estimado pelo Jorge Castanheira é R$ 13 milhões, e Temer disse que não faltará recursos para o carnaval do Rio. O governo federal vai bancar essa diferença", afirmou o deputado peemedebista ao GLOBO.

Castanheira criticou ainda a falta de interesse de Crivella no carnaval do Rio. Ele entende que o motivo para isso é a crença religiosa do prefeito. "Ele é evangélico, setor que não vê o carnaval com bons olhos", afirmou, que ainda disse que a festa não pode ser repreendida pela religiosidade.

O valor superou a expectativa da Liesa, que esperava conseguir R$ 6,5 milhões do governo federal. "O ideal seria conseguir mais R$ 500 mil para cada uma", afirmou o presidente da Liga. Caso a Rio Tour confirme receita extra de R$ 500 mil para cada agremiação, que segundo o município será arrecada com a iniciativa privada a partir da venda de cotas de patrocínio do carnaval de 2018, as agremiações cariocas vão ter ainda mais dinheiro para o desfile de 2018.

Já estão assegurados os valores de R$2 milhões para cada escola do Grupo Especial (metade de subvenção municipal e, agora, metade do governo federal). Caso o dinheiro da iniciativa privada seja confirmado, cada agremiação terá R$ 2,5 milhões, R$ 500 mil que a subvenção recebida em 2017. 

 

Redação O POVO Online

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