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TRF4 nega pedido da defesa de Lula para suspender processo sobre triplex

Lula é acusado de receber um triplex da OAS como pagamento de propina. A defesa do ex-presidente havia recorrido com um habeas corpus, solicitando mais tempo para análise dos documentos

15:05 | 09/05/2017

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou o pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para suspensão do processo do triplex da empreiteira OAS. Com a decisão do juiz federal Nivaldo Brunoni, fica mantido o depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro nesta quarta, 10.

Lula é acusado de receber um triplex da OAS como pagamento de propina. Ele nega as acusações. A defesa do ex-presidente havia recorrido com um habeas corpus, solicitando mais tempo para análise dos documentos do processo.

O pedido da defesa alegava que "é materialmente impossível" analisar a documentação do processo de "5,42 gigabytes de mídia e cerca de 5 mil documentos estimados cerca de 100 mil páginas" até esta quarta-feira, 10.

Na decisão, o magistrado considerou que não há razão para a suspensão do depoimento e do andamento da ação penal. “Assim, ausente flagrante ilegalidade e possibilitada pela própria autoridade coautora a apresentação de documentação até a fase do art. 402 do CPP e, ainda, a eventual repetição de atos processuais já realizados, não há razão para o deferimento de suspensão do interrogatório do paciente e sobrestamento da ação penal”, escreveu.

[SAIBAMAIS]Nivaldo substitui o desembargador federal relator da Lava Jato na 8ª Turma, em Porto Alegre, João Pedro Gebran Neto. Ele citou que o interrogatório de Lula ganhou repercussão nacional e mudou a rotina da Justiça Federal de Curitiba.

“Medidas excepcionais foram tomadas para evitar tumulto e garantir a segurança nas proximidades do fórum federal; prazos foram suspensos, o acesso ao prédio-sede da Subseção Judiciária será restrito a pessoas previamente identificadas e o trânsito nas imediações será afetado, medidas que vem mobilizando vários órgãos da capital paranaense”, disse no texto.

Redação O POVO Online

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