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Após críticas, Temer recua e revoga atuação do Exército na Esplanada dos Ministérios

O presidente recuou na decisão após se reunir com ministros na manhã desta quinta-feira, 25

11:03 | 25/05/2017

O presidente Michel Temer (PMDB) revogou, na manhã desta quinta-feira, 25, o decreto que havia autorizado o uso da força do Exército na Esplanada dos Ministérios durante protesto em Brasília na última quarta-feira, 24. O recuo ocorreu por meio de uma edição extraordinária do "Diário Oficial da União" após críticas inclusive de aliados.

A medida havia sido questionada também pelo governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB) que, em comunicado, se disse “surpreso” com a saída adotada pelo presidente.

[SAIBAMAIS] 

Na revogação,Temer justifica a retirada das tropas: "Considerando a cessação dos atos de depredação e violência e o consequente restabelecimento da Lei e da Ordem no Distrito Federal, em especial na Esplanada dos Ministérios", argumentou ao recuar em mais uma decisão.

O novo decreto ocorreu após reunião de Temer com os ministros da Defesa, Raul Jungmann, da Casa Civil, Eliseu Padilha, da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy, e do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen.

Manifestação

De acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal (DF), cerca de 35 mil pessoas protestaram durante toda a quarta-feira, 24, na Esplanada dos Ministérios pedindo a saída do presidente da República e novas eleições diretas.

A organização estima cerca de 200 mil pessoas. Houve tumulto, incêndio em prédios de ministérios, prisões e pelo menos 49 pessoas feridas na confusão.

O confronto marcou mais um dia de enfraquecimento do governo diante de denúncias de corrupção intensificadas pela delação da JBS, tornada pública na semana passada. O presidente sofre pressão de grande parte da sociedade e da base aliada para renunciar ao cargo. Partidos aliados do Palácio do Planalto já se articulam para a sucessão.

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