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Contexto deixa claro que Temer deu "anuência" a crime, diz Janot

Em documento enviado ao STF, o PGR diz que contexto das gravações de Joesley deixa "claro" interesse das partes em manter pagamentos de propina ao ex-deputado

12:56 | 19/05/2017
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Em documento que pediu abertura de inquérito contra Michel Temer (PMDB), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, subscreve tese de que o presidente teve “anuência” na compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Lava Jato.

Em gravação incluída na delação de Joesley Batista, um dos donos da JBS, o empresário comunica que “está de bem” com Cunha. “Tem que manter isso aí, viu?”, responde Temer. “Todo mês”, diz Joesley. Apesar de na gravação outros trechos implicando Temer aparecerem de forma clara, parte da conversa sobre Eduardo Cunha tem rechos inaudíveis.

[SAIBAMAIS]No documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no entanto, Janot afirma que contexto das gravações deixa "claro" o interesse de Temer em manter pagamentos de propina a Eduardo Cunha. Ele ainda relaciona este interesse ao fato de que o deputado cassado, caso contrariado, poderia delatar crimes prejudicando aliados do presidente.

 

"Essa reunião tratou basicamente dos principais interesses políticos e comerciais de Joesley Batista perante o Governo (...) bem como assuntos relacionados a crimes que Joesley vem praticando para garantir a combinação de versões com alguns réus da Operação Lava Jato, bem como a compra do silêncio deles, por intermédio de pagamentos mensais", diz Janot.

Em trechos da delação completa, Joesley Batista afirma que combina pagamentos de propina com Michel Temer pelo menos desde 2010. Entre eles, ele cita pagamento de propinas de R$ 3 milhões por meio de doações de campanha e repasses ilegais.

Redação O POVO Online 

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