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Marcelo Odebrecht está criando "condições para sair da cadeia", diz Lula

O ex-presidente voltou a se defender das acusações e falou em denúncias "irreais" contra ele

11:22 | 13/04/2017

Em entrevista à rádio Metrópole, da Bahia, na manhã desta quinta-feira, 13, o ex-presidente Lula repercutiu as denúncias contidas na delação do ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, preso em 2015 pelo desdobramento das investigações da Operação Lava Jato, e voltou a negar envolvimento com irregularidades.

Tentando se defender das acusações, o petista afirmou que o ex-executivo da empreiteira está criando "condições para sair da cadeia" e dando declarações "irreais", como a de que ele teria recebido R$ 40 milhões da construtora por meio da interlocução com o ex-ministro Antonio Palocci.

"Eu até compreendo que o Marcelo Odebrecht, que está preso há dois anos, comendo o pão que o diabo amassou, talvez esteja tentando criar condições para sair da cadeia. Mas são tão inverossímeis as acusações, que não vou rir nem chorar, vou analisá-las todas e cada página do processo para poder me preparar para, no dia 3 de maio, responder às pessoalmente às acusações", disse à rádio.

Em depoimento à Justiça em Curitiba, Odebrecht afirmou que o recurso seria para atender demandas do ex-presidente. Anteriormente, em outro depoimento, Marcelo já havia afirmado que o codinome "amigo", das planilhas de doações da empreiteira, se referia a Lula.

“Tinha um saldo de R$ 40 milhões do que eu tinha combinado com Palocci. O que eu combinei com Palocci foi o seguinte: essa era uma relação minha com a Presidência, o PT. Eu disse: ‘olha, vai mudar o governo, vai entrar a Dilma. Esse saldo passa a ser gerido por ela, a pedido dela’. Eu combinei com Palocci. A gente sabia que ia ter demandas de Lula, a questão do Instituto, para outras coisas. Vamos pegar e provisionar uma parte deste saldo e aí botamos R$ 35 milhões num saldo amigo, que é Lula, para uso que fosse orientação de Lula”, declarou o empresário.

Polícia Federal

Lula criticou ainda a condução das investigações da operação policial pelo juiz Sérgio Moro. "O juiz tem que julgar com base em provas. O que não pode é manter uma pessoa presa mais de um ano, só perguntando sobre o Lula", disse.

"Estamos sendo governados lá de Curitiba, não tem sentido isso. Não está correto paralisar o País por conta de uma investigação", finalizou.

 

Redação O POVO Online

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