PUBLICIDADE
Notícias

Lula se manifesta após as delações dos ex-executivos da Odebrecht balançarem o mundo político

'O País está sendo governado lá de Curitiba', disse Lula

15:21 | 13/04/2017
NULL
NULL

[FOTO1]

Um dia após as delações dos ex-executivos da Odebrecht balançarem o mundo político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, fez algumas críticas à condução das investigações da Lava Jato. Em entrevista a uma rádio baiana, o ex-presidente se colocou favorável a apuração da operação Lava Jato, mas questionou os vazamentos constantes "feitos de dentro da sala do juíz" e disse que o País não pode ficar subordinado a ditadura de "um pequeno grupo" do Judiciário.



“Estamos sendo governado lá de Curitiba, não tem sentido isso. Não está correto paralisar o País por conta de uma investigação. Não dá para um procurador passar uma 1h30 dando uma entrevista coletiva acusando o PT de organização criminosa, sem nenhuma prova. Mas vou enfrentar tudo isso. Na hora que julgarem algum crime meu, quero ser julgado. E se não encontrarem, que peçam desculpas”, argumentou.



"Não cometi nenhum crime, espero que procuradores provem o contrário. O que não é possível é vazamento acontecer de dentro da sala do juiz. E tudo é vazado de maneira muito seletiva. Cada autoridade tem seu jornalista preferido, e os advogados de defesa são os últimos a saber. Não sei o que vai acontecer comigo, mas estou na disputa e vou provar que este País pode voltar a ser feliz", disse.



Lula também aproveitou a entrevista para defender seu irmão, Frei Chico, de acusações a seu benefício. Segundo Alexandrino Alencar, ex-diretor da Odebrecht, a empreiteira pagava uma mesada a Frei Chico a pedido de Lula.



"Eu nunca dei um real para meu irmão Frei Chico. Ele é mais velho do que eu, ele que me colocou na política. E agora inventam que a Odebrecht dava R$ 5 mil pra ele por mês? Ora, isso é problema deles. Acusam uma reforma em um sítio que não é meu. O mesmo com o apartamento do Guarujá, que não é meu. Mas a Globo passou três anos dizendo que era meu. Como que agora vai mudar? Fora da política é o facismo. É preciso melhorar a classe política. Em 2018 isso pode mudar, mas não pode eleger um Congresso como esse. Fui presidente de todos, mas todos sabiam que, como uma mãe, eu governava olhando primeiro quem mais precisava. E não existia esse ódio", finalizou.

 

Redação O POVO Online

TAGS